
[caption id="attachment_422" align="alignleft" width="150" caption="Clique para ampliar!"][/caption] Fonte: Folha Online 14/04/2009 FLÁVIA MANTOVANI da Folha de S.Paulo A dona de casa Elisandra Bonfim, 28, fez terapia durante 12 anos. Teve duas psicólogas, chegou a ter sessões todos os dias ...

[caption id="attachment_248" align="alignleft" width="150" caption="Clique para ampliar!"][/caption] O psicanalista Contardo Calligaris discute em seu livro “Cartas a um jovem terapeuta” os traços de caráter que procuraria em quem quisesse se tornar psicoterapeuta. Esse trecho é uma maneira de aguçar a vontade de ler esse livro e descobrir alguns desafios da nossa profissão. 4) O quarto e ultimo traço que gostaria de encontrar no futuro psicoterapeuta é uma boa dose de sofrimento psíquico. Desaconselho a profissão a quem está “muito bem, obrigado”, por duas razões. Primeiro, uma parte essencial da formação de um terapeuta que trabalhará com as motivações conscientes ou inconscientes de seus pacientes consiste no seguinte: o futuro terapeuta deve ele mesmo, ser paciente durante um bom tempo. Certo, é possível, aparentemente, submeter-se a uma terapia ou a uma psicanálise só por razões didáticas, para aprender o método ou, como dizem alguns, para se conhecer melhor. Mas insisto no “aparentemente”, pois de fato, é improvável que uma psicanálise aconteça sem que um sofrimento reconhecido motive o paciente. O processo não é necessariamente desagradável, mas pede uma determinação e uma coragem que podem falhar mais facilmente em quem não precisa de tratamento. Por que diabo me aventurei a explorar porões de minha cabeça, lugares malcheirosos e arriscados, se não for empurrado pela vontade de resolver um conflito, acalmar um sintoma e conseguir viver melhor? Uma terapia puramente didática é geralmente uma simulação de terapia.


Uma mulher chegou em casa e disse para o marido: - Lembra as enxaquecas que eu costumara ter toda vez que nós íamos fazer amor? Estou curada. - Não tem mais dor de cabeça? O marido perguntou. A esposa respondeu: - Minha amiga me indicou um terapeuta que me hipnotizou. O médico me ...

Poderia o diagnóstico de uma doença influenciar no modo de vida do paciente, após a cura? Conforme afirma Daniele Brun (1996), o diagnóstico de câncer coloca pacientes e familiares próximos à questão da morte possível, do sentido da vida, da dor insuportável, mesmo depois da cura. O término do tratamento não é suficiente para distanciá-los dessas questões. Existe, portanto, uma defasagem entre cura física e a assim chamada cura psíquica. O diagnóstico é um momento decisivo, pois é a partir dele que todo o tratamento será orientado. O câncer ocorre devido ao funcionamento desordenado dos órgãos causando a multiplicação e divisão descontrolada das células. Conforme o Departamento de Pediatria do Hospital do Câncer (2003) as células cancerígenas em crianças se desenvolvem a partir das células embrionárias primitivas e em geral tem um crescimento e multiplicação mais rápida do que no adulto. No Brasil atualmente, a cada quatro crianças acometidas pelo câncer, três crianças são curadas.