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	<title>Psicóloga &#124; Online! &#187; Tatiane Gama</title>
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		<title>Lista enumera &#8220;10 pecados&#8221; de psicólogos e analistas</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 16:18:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiane Gama</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clínica]]></category>
		<category><![CDATA[pecados psicólogos e analistas]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
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		<description><![CDATA[Fonte: Folha Online 14/04/2009 FLÁVIA MANTOVANI da Folha de S.Paulo A dona de casa Elisandra Bonfim, 28, fez terapia durante 12 anos. Teve duas psicólogas, chegou a ter sessões todos os dias da semana e gostava do processo. Mas diz que, com a última delas, que a atendeu por cinco anos, nunca teve coragem de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_422" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/freud-diva.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-422 " title="freud-diva" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/freud-diva-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Fonte: <a title="Folha Online" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u550251.shtml" target="_blank">Folha Online<br />
</a>14/04/2009<br />
FLÁVIA MANTOVANI<br />
da Folha de S.Paulo</p>
<p>A dona de casa Elisandra Bonfim, 28, fez terapia durante 12 anos. Teve duas psicólogas, chegou a ter sessões todos os dias da semana e gostava do processo. Mas diz que, com a última delas, que a atendeu por cinco anos, nunca teve coragem de ir para o divã.</p>
<p>Tinha medo de que a terapeuta dormisse, pois ela bocejava com frequência. &#8220;Acho que ela estava cansada naquela época, mas eu ficava muito incomodada com isso, pois acontecia em quase toda sessão. Cheguei a falar com ela, mas nada mudou&#8221;, conta.</p>
<p>Outro problema era o fato de a profissional olhar demais para o relógio. &#8220;Sei que não pode passar da hora, mas eu ficava irritada com isso. Às vezes eu estava contando alguma coisa, tinha vários sentimentos envolvidos ali&#8221;, lembra.</p>
<p>Nem por isso a terapeuta era pontual, diz Elisandra. Uma vez, chegou quando faltavam só dez minutos para o fim da sessão -foi preciso remarcar o encontro e voltar outro dia. &#8220;Ficava ansiosa, na expectativa. Tudo o que tinha planejado falar sumia da minha mente.&#8221;</p>
<p>As atitudes descritas por Elisandra são algumas das citadas em uma lista que traz 12 maus hábitos que todo terapeuta deveria evitar. O autor também é psicólogo: o americano John Grohol, criador do portal Psych Central (<a href="http://psychcentral.com/" target="_blank">http://psychcentral.com/</a>), acessado mensalmente por 800 mil pessoas e eleito um dos 50 melhores de 2008 pela revista &#8220;Time&#8221;.</p>
<p>Segundo Grohol, a relação entre terapeuta e cliente é única: pode ser mais íntima do que o mais íntimo dos relacionamentos, mas, paradoxalmente, exige uma distância profissional. &#8220;Os terapeutas são tão humanos quanto seus pacientes e possuem as mesmas fobias. Eles têm maus hábitos, como todos nós temos, mas alguns deles podem realmente interferir no processo terapêutico&#8221;, escreveu.</p>
<p>A Folha selecionou dez comportamentos citados por Grohol e pediu a especialistas brasileiros que os comentassem. Muitos deles não são um problema quando ocorrem isoladamente, mas podem atrapalhar a terapia quando se tornam um hábito.</p>
<p>Se eles passam a incomodar o paciente, a recomendação é ser sincero. &#8220;O paciente tem o direito de expressar as necessidades dele&#8221;, diz a psicóloga Regina Wielenska, supervisora de terapia comportamental do curso de terapia comportamental e cognitiva do Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo).</p>
<p>Wielenska lembra, porém, que algumas pessoas vão para a terapia justamente por terem dificuldade de se expressar.</p>
<p>&#8220;É o pior dos mundos quando o terapeuta tem atitudes inadequadas e o cliente não consegue se proteger delas. O melhor é quando ele se sente em condições de comunicar quando não concorda com alguma coisa&#8221;, afirma.</p>
<p><strong>1<br />
Comer na frente do paciente</strong><br />
Esporadicamente, no caso de uma sessão extra pedida pelo paciente e marcada no horário de uma refeição, por exemplo, a atitude é aceitável, afirma o psicólogo Roberto Banaco, professor titular da PUC-SP.</p>
<p>&#8220;É melhor oferecer apoio ao cliente comendo do que negar esse apoio por falta de horário&#8221;, diz Banaco. Mas necessidades pessoais como essa deveriam acontecer em outro contexto. &#8220;Comer na sessão mostra desrespeito pelo paciente&#8221;, diz Wielenska.</p>
<p>O terapeuta da estudante Denise Thornberg, 22, transformou isso num hábito. Nas sessões, consumia Coca-Cola light e confeitos de chocolate. &#8220;Ele estava sempre com uma garrafinha de Coca na mão. Eu não gostava&#8221;, conta.</p>
<p>Para o médico e psicanalista Sérgio Cyrino, filiado à Federação Brasileira de Psicanálise, isso não deve ocorrer jamais. &#8220;O analista não deve comer, oferecer ou aceitar comida.&#8221;</p>
<p><strong>2<br />
Atender ao telefone</strong><br />
Emergências acontecem. O terapeuta pode ter de atender um paciente internado ou com risco de suicídio, por exemplo.</p>
<p>Nesse caso, o mais aconselhável é avisar antecipadamente ao paciente que isso pode acontecer e ser breve. &#8220;Se existir essa possibilidade, o terapeuta deveria dizer que, em caráter excepcional, pode ser necessário atender a uma ligação urgente. Mas isso deve ser raro, não pode se tornar um hábito&#8221;, afirma Wielenska.</p>
<p>Atender a ligações de outro tipo é desaconselhável. &#8220;Imagine quando se interrompe um comunicado [do paciente] de intenso conteúdo emocional bem no meio. A compreensão, ao ser fragmentada, perde todo o sentido. O paciente se sente deixado em segundo plano. Como é que se conserta isso depois?&#8221;, diz Cyrino.</p>
<p><strong>3<br />
Tomar notas em excesso</strong><br />
A figura do analista com um bloquinho na mão, que aparece em charges e filmes, é um falso símbolo da psicanálise, diz Cyrino. &#8220;Freud não anotava durante as sessões porque isso fragmenta a compreensão da situação da análise. Quem interrompe para tomar notas perde o fio da meada. O pensamento é muito mais rápido do que a palavra escrita. E o paciente se sente perseguido.&#8221;</p>
<p>Para Banaco, anotações, quando ocorrem, podem ser feitas rapidamente por meio de palavras-chave, como lembretes para serem &#8220;recheados&#8221; com conteúdos nos intervalos entre sessões.</p>
<p>Denise Thornberg conta que seu terapeuta escrevia tanto que a incomodava. &#8220;Ele não me olhava nos olhos.&#8221; Para Wielenska, o terapeuta deve pedir autorização para anotar e manter o contato com ele enquanto faz isso. &#8220;Quem trabalha frente a frente com alguém deve preservar o olhar e a atenção.&#8221;</p>
<p><strong>4<br />
Atrasar-se para a sessão</strong><br />
O terapeuta pode ter que ficar mais tempo com um paciente, o que acarretará atrasos nas sessões seguintes. Mas, de novo, isso não deve ser hábito. &#8220;Quando o profissional estender a sessão desse cliente, ele saberá que os atrasos devem-se ao acolhimento para quem precisa, em contraposição à regra fria de que a sessão dura &#8220;X&#8221; minutos&#8221;, diz Banaco. Ele acredita que, quando a demora é grande, o terapeuta deve dar satisfação a quem aguarda.</p>
<p>Para Cyrino, o atraso é muito comprometedor. &#8220;O analista deve sempre aguardar o paciente, para que ele tenha uma sensação de constância dentro da instabilidade afetiva que o traz ao tratamento. Como interpretar atrasos constantes de um paciente, que podem ter mil acepções, se o analista também se atrasa?&#8221;, questiona.</p>
<p><strong>5<br />
Ser pouco acessível</strong><br />
Segundo os especialistas, deve haver um meio-termo em relação a esse item. Por um lado, não é recomendável que o cliente desenvolva uma extrema dependência do terapeuta. &#8220;Um paciente carente pode querer estar ligado 24 horas ao analista, como se fosse um bebê em simbiose com a mãe&#8221;, compara Cyrino.</p>
<p>Por outro lado, estar inteiramente fora do alcance, especialmente em situações graves, não é aconselhável. &#8220;O terapeuta não pode ser impossível nem dar a impressão de disponibilidade total, como se fosse só do paciente -o que é um desejo frequente e compreensível&#8221;, diz o psicanalista.</p>
<p>De acordo com Wielenska, cada terapeuta tem suas preferências em relação a esse assunto. &#8220;Alguns liberam celular e e-mail, outros autorizam o cliente a deixar recado. Eles devem colocar esses limites assim que começam a atender uma pessoa&#8221;, afirma.</p>
<p><strong>6<br />
Olhar demais para o relógio</strong><br />
O terapeuta precisa controlar o tempo. Mas olhar demais para o relógio pode dar a impressão de que ele tem pressa para terminar a consulta.</p>
<p>Denise Thornberg trocou o terapeuta que tomava refrigerante por outra e está gostando. Mas diz que a atual olha demais para o relógio. &#8220;Enquanto eu falo, ela fica de olho para ver quando a sessão vai acabar. Isso desvia minha atenção. Penso: &#8216;Será que estou falando muita coisa sem sentido?&#8217;.&#8221;</p>
<p>Segundo Cyrino, com a experiência, o terapeuta ganha uma noção de tempo automática. &#8220;Mas ele não é máquina. Um recurso é ter um relógio num lugar discreto e consultá-lo sem caráter ostensivo.&#8221; Já se isso ocorrer com um paciente específico, o terapeuta deve se perguntar o que está acontecendo na relação com ele.</p>
<p><strong>7<br />
Bocejar demais</strong><br />
Bocejar não é o problema: como qualquer pessoa, o terapeuta pode estar cansado em um determinado dia. A questão é quando a atitude se torna um hábito, que costuma ser interpretado pelo paciente como falta de interesse.</p>
<p>Mas, se o terapeuta não encontrar explicação para o sono e ele ocorrer sempre com um paciente específico, esse fato pode se tornar uma informação importante na terapia. &#8220;O cliente pode ter um padrão de comportamento que gera tédio também fora do consultório&#8221;, diz Regina Wielenska. &#8220;Mas essa atitude [bocejar] deve ser contida, pois a terapia requer foco e concentração.&#8221;</p>
<p>Já dormir é tido como inadmissível. &#8220;Se o terapeuta percebe que não suporta o sono, deve suspender a sessão&#8221;, diz Roberto Banaco.</p>
<p><strong>8<br />
Contato físico excessivo<br />
</strong>No Brasil, costuma ser aceito um maior contato físico ao cumprimentar alguém. &#8220;Na nossa cultura, é normal dar um beijinho ou um ligeiro abraço. O terapeuta pode fazer isso com leveza e rapidez, sem tom erótico&#8221;, diz Wielenska.</p>
<p>Mas deve haver limites. &#8220;Por ser uma relação facilmente confundida com uma relação afetiva, um contato físico exacerbado pode atingir fragilidades dos clientes. Trata-se de um abuso da relação desigual que se instala no contrato terapêutico: o cliente tem problemas e o terapeuta tem soluções&#8221;, afirma Banaco.</p>
<p>Segundo Cyrino, muitas terapias psicológicas usam o contato físico no tratamento, mas não a psicanálise. &#8220;Para essa corrente, o excessivo contato físico favorece a dependência emocional do paciente, dificultando seu crescimento.&#8221; Vale lembrar que o contato sexual entre terapeuta e cliente não é adequado em nenhum caso.</p>
<p><strong>9<br />
Falar demais sobre si mesmo</strong><br />
A sessão é do cliente, e não do terapeuta. &#8220;No entanto, temos bagagem, história de vida e, em situações específicas, ela pode ser usada em benefício da terapia&#8221;, diz Wielenska.<br />
Mas, se o terapeuta sente falta de amigos, não deve buscá-los nos clientes. &#8220;O analista pode estar carente, pois é de carne e osso. Nesse caso, deve redobrar a atenção para não misturar sua vida à do paciente. Muitos gostariam de ser amigos do analista, mas isso desvirtua o foco da terapia&#8221;, diz Cyrino.</p>
<p>A chave é ver se há propósito terapêutico. &#8220;Qualquer fala sobre si mesmo que não tenha um propósito terapêutico é uma fala em demasia&#8221;, diz Banaco.</p>
<p>Segundo ele, se o paciente tem o terapeuta como modelo e segue seus conselhos cegamente ou o imita, expor a vida pessoal é ainda mais danoso.</p>
<p><strong>10<br />
Vestir-se inadequadamente</strong><br />
Como qualquer pessoa, o terapeuta tem seu estilo e não precisa abrir mão dele no ambiente profissional. &#8220;Atendemos surfistas, publicitários, executivos. Não podemos ser camaleões para nos ajustarmos ao estilo de cada cliente. O terapeuta só não pode estar vestido de maneira profundamente chamativa, vulgar, suja ou descuidada. O resto é uma questão pessoal&#8221;, diz Wielenska.</p>
<p>De fato, há limites. &#8220;Deixar à vista longas extensões de pele não é desejável: bermudas, camisas abertas, decotes pronunciados ou saias tão curtas que mostrem a roupa de baixo são absolutamente inapropriados&#8221;, lista Banaco.</p>
<p>Para Cyrino, o foco não deve ser o terapeuta, inclusive no quesito vestimenta. &#8220;Não é necessário vir de batina, mas o oposto faz com que o foco de atenção se desvie do paciente para o analista. E é o paciente que veio mostrar seus conteúdos&#8221;, diz Cyrino.</p>
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		<title>“Cartas a um jovem terapeuta” &#8211; o quarto traço</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 01:08:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiane Gama</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapeuta]]></category>
		<category><![CDATA[“Cartas a um jovem terapeuta”]]></category>

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		<description><![CDATA[O psicanalista Contardo Calligaris discute em seu livro “Cartas a um jovem terapeuta” os traços de caráter que procuraria em quem quisesse se tornar psicoterapeuta. Esse trecho é uma maneira de aguçar a vontade de ler esse livro e descobrir alguns desafios da nossa profissão. 4) O quarto e ultimo traço que gostaria de encontrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_248" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/02/humor-freud.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-248 " title="humor-freud" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/02/humor-freud-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>O psicanalista Contardo Calligaris discute em seu livro “Cartas a um jovem terapeuta” os traços de caráter que procuraria em quem quisesse se tornar psicoterapeuta. Esse trecho é uma maneira de aguçar a vontade de ler esse livro e descobrir alguns desafios da nossa profissão.</p>
<p>4) O quarto e ultimo traço que gostaria de encontrar no futuro psicoterapeuta é uma boa dose de sofrimento psíquico. Desaconselho a profissão a quem está “muito bem, obrigado”, por duas razões.<br />
Primeiro, uma parte essencial da formação de um terapeuta que trabalhará com as motivações conscientes ou inconscientes de seus pacientes consiste no seguinte: o futuro terapeuta deve ele mesmo, ser paciente durante um bom tempo. Certo, é possível, aparentemente, submeter-se a uma terapia ou a uma psicanálise só por razões didáticas, para aprender o método ou, como dizem alguns, para se conhecer melhor. Mas insisto no “aparentemente”, pois de fato, é improvável que uma psicanálise aconteça sem que um sofrimento reconhecido motive o paciente. O processo não é necessariamente desagradável, mas pede uma determinação e uma coragem que podem falhar mais facilmente em quem não precisa de tratamento. Por que diabo me aventurei a explorar porões de minha cabeça, lugares malcheirosos e arriscados, se não for empurrado pela vontade de resolver um conflito, acalmar um sintoma e conseguir viver melhor? Uma terapia puramente didática é geralmente uma simulação de terapia.<br />
<span id="more-247"></span>E eis uma segunda razão para preferir que o futuro psicoterapeuta traga consigo uma boa dose de sofrimento psíquico e precise se curar. Durante os anos de sua pratica clinica, no futuro, muitas vezes você duvidará da eficácia de seu trabalho. Encontrará pacientes que não melhoram, agarrados a seus sintomas mais dolorosos como um náufrago a um salva-vida; viverá momentos consternados em que as palavras que lhe ocorrerão parecerão alfinetes de brinquedo agitados em vão contra forças imensamente superiores. Nesses momentos (que acredite, serão freqüentes) será bom lembrar que você sabe mesmo (e não só pelos livros) que sua prática adianta. Sabe porque a pratica que você propõe a seus pacientes já curou ao menos um: você.<br />
Resumindo, meu jovem amigo que pensa em ser terapeuta, se você sofre, se seus desejos são um pouco (ou mesmo muito estranhos), se (graças à sua estranheza) você contempla carinho e sem julgar (ou quase) a variedade de condutas humanas, se gosta da palavra e se não é animado pelo projeto de se tornar um notável de sua comunidade, amado e respeitado pela vida afora, então bem-vindo ao clube: talvez a psicoterapia seja uma profissão para você.<br />
Abç.</p>
<p>Calligaris, Contado – Cartas a um jovem terapeuta: reflexões para psicoterapeutas, aspirantes e curiosos &#8211; Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.</p>
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		<title>Cartoon: Dente de Leite</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 15:09:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiane Gama</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Desconhecido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_210" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/01/dente-de-leite.jpg"><img class="size-medium wp-image-210" title="dente-de-leite" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/01/dente-de-leite-300x87.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="300" height="87" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Fonte: Desconhecido.</p>
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		<title>Linhas aéreas freudianas&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 17:10:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiane Gama</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cartoon]]></category>
		<category><![CDATA[freud]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_144" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/adao.jpg"><img class="size-medium wp-image-144" title="charge" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/adao-300x90.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="300" height="90" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<div class="mceTemp">Fonte: Desconhecido.</div>
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		<title>Cuidado com a terapia!</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 16:53:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiane Gama</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma mulher chegou em casa e disse para o marido: - Lembra as enxaquecas que eu costumara ter toda vez que nós íamos fazer amor? Estou curada. - Não tem mais dor de cabeça? O marido perguntou. A esposa respondeu: &#8211; Minha amiga me indicou um terapeuta que me hipnotizou. O médico me disse para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mulher chegou em casa e disse para o marido:<br />
- Lembra as enxaquecas que eu costumara ter toda vez que nós íamos fazer amor? Estou curada.<br />
- Não tem mais dor de cabeça? O marido perguntou.<br />
A esposa respondeu: &#8211; Minha amiga me indicou um terapeuta que me hipnotizou. O médico me disse para ir para frente do espelho, me olhar bem no espelho e repetir para mim mesma.<br />
Não tenho mais dor de cabeça.<br />
Não tenho mais dor de cabeça<br />
Não tenho mais dor de cabeça.<br />
Fiz isso e a dor de cabeça parece que sumiu.<br />
O marido respondeu: &#8211; Que maravilha!<br />
Então a esposa falou para o marido: &#8211; Nos últimos anos você não anda muito interessado em sexo e nesses períodos eu não tenho tido dor de cabeça. Por que você não vai ao terapeuta e tenta ver se ele te ajuda a ter interesse em sexo novamente?<br />
O marido concordou, marcou uma consulta e alguns dias depois estava todo fogoso para uma noite de amor com a esposa.<br />
Então foi correndo para casa e entrou arrancado as roupas e arrastando a esposa para o quarto. Colocou a esposa na cama e disse para ela:<br />
- Não se mova que eu já volto.<br />
Ele foi ao banheiro e voltou logo depois, pulou na cama e fez amor de maneira muito apaixonada como nunca tinha feito com a esposa antes.<br />
A esposa falou: &#8211; Nossa, foi maravilhoso!<br />
O marido disse novamente para a esposa.<br />
- Não saia dai que eu volto logo.<br />
Foi ao banheiro e a segunda vez foi muito melhor que a primeira. A mulher sentou-se na cama, a cabeça girando em êxtase com a experiência.<br />
O Marido disse outra vez:<br />
- Não saia daí que eu volto logo. Foi ao banheiro.<br />
Desta vez a esposa foi silenciosamente atrás dele e quando chegou lá o marido olhava para o espelho e dizia:<br />
Não é minha esposa.<br />
Não é minha esposa.<br />
Não é minha esposa.<br />
O velório será amanhã na capela 13 do cemitério da Saudade !!!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O impacto do diagnóstico de câncer infantil para a família</title>
		<link>http://www.psicologaonline.com.br/psicologia/desenvolvimento/infantil/o-impacto-do-diagnostico-de-cancer-infantil-para-a-familia/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 01:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiane Gama</dc:creator>
				<category><![CDATA[Infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[Poderia o diagnóstico de uma doença influenciar no modo de vida do paciente, após a cura? Conforme afirma Daniele Brun (1996), o diagnóstico de câncer coloca pacientes e familiares próximos à questão da morte possível, do sentido da vida, da dor insuportável, mesmo depois da cura. O término do tratamento não é suficiente para distanciá-los [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/imagem1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-62" title="Patch Adams" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/imagem1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Poderia o diagnóstico de uma doença influenciar no modo de vida do paciente, após a cura?</p>
<p>Conforme afirma Daniele Brun (1996), o diagnóstico de câncer coloca pacientes e familiares próximos à questão da morte possível, do sentido da vida, da dor insuportável, mesmo depois da cura. O término do tratamento não é suficiente para distanciá-los dessas questões. Existe, portanto, uma defasagem entre cura física e a assim chamada cura psíquica.<br />
O diagnóstico é um momento decisivo, pois é a partir dele que todo o tratamento será orientado.<br />
O câncer ocorre devido ao funcionamento desordenado dos órgãos causando a multiplicação e divisão descontrolada das células.<br />
Conforme o Departamento de Pediatria do Hospital do Câncer (2003) as células cancerígenas em crianças se desenvolvem a partir das células embrionárias primitivas e em geral tem um crescimento e multiplicação mais rápida do que no adulto. No Brasil atualmente, a cada quatro crianças acometidas pelo câncer, três crianças são curadas.<br />
<span id="more-61"></span><br />
Desde o diagnóstico de câncer acontecem alterações na rotina e dinâmica familiar de uma criança com câncer. Esta criança se depara com questões nunca antes vividas, como: hospitalização, uso de medicamentos, quimioterapia e outras situações que a afasta do convívio com familiares e amigos.<br />
Mas, quando engajadas, no tratamento, criança e família, é possível um cuidado menos traumatizante, possibilitando um restabelecimento seguro e preocupado com as mudanças emocionais e psíquicas da criança, dando ao hospital uma característica mais humana. Portanto, a notícia de câncer infantil tem que ser clara e transcorrer de uma forma de fácil entendimento, observando o quanto de informações a respeito da doença a família quer e pode suportar neste primeiro momento, pois o diagnóstico não deve ser dado em apenas uma entrevista ou consulta.<br />
Um aspecto importante a ser tratado na consulta de comunicação do diagnóstico e que não deve ser “esquecido” é o tratamento e como este deve transcorrer.<br />
Após o impacto causado pelo diagnóstico do câncer em seu filho e após passar por todas as etapas de tratamento, os pais de uma criança com câncer esperam ver logo o seu filho curado completamente, considerando o fim do tratamento como o início de uma nova fase na vida da criança e da família, a fase de recuperação, onde todos podem retomar suas atividades rotineiras e normais do dia-a-dia.<br />
Existe diferença no tratamento de uma criança e de um adulto, pois se espera que a criança passe por todos es etapas da vida, ou seja, cresça, estude, trabalhe, constitua uma família, porém as terapias são mais agressivas nas crianças.<br />
A criança deve ser comunicada, de modo que entenda o lhe é dito em uma linguagem que já esteja acostumada, para que assim, entenda o que está acontecendo com ela, aceitando e cooperando com o seu tratamento.<br />
Antes de visitar seus filhos, os pais devem ser alertados em relação ao que irão encontrar. Equipamentos como: monitores, tubos, cateteres, assim como o estado da criança e a necessidade de tudo isso, para que o impacto não aumente. A forma como o médico orienta o paciente e os pais da criança, pareceu determinante na relação que se estabeleceu com a doença, com o tratamento e com a equipe médica.<br />
Mesmo assim, não podemos excluir a subjetividade de cada familiar no momento da comunicação e elaboração do diagnóstico de câncer em seu filho.<br />
Em relação ao câncer infantil selar os destinos da família e da criança que a experiência vivida deixa marcas nas pessoas envolvidas, marcas essas que são suscitadas quando o paciente faz seus exames de rotina, porém essas marcas não devem se tornar algo paralisante para o paciente e a família retomarem suas atividades habituais.</p>
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