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	<title>Psicóloga &#124; Online! &#187; Clínica</title>
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		<title>INSÔNIA</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 16:06:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiana Neves</dc:creator>
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		<category><![CDATA[distúrbio do sono]]></category>
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<div id="attachment_543" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/insonia.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-543 " title="insônia" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/insonia-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>O que a psicologia tem a dizer sobre este distúrbio do sono?</h2>
<p>Popularmente, a insônia caracteriza-se por uma alteração na qualidade e/ou quantidade do sono. Os distúrbios do sono, em especial a insônia e a sonolência excessiva, são queixas comuns. Trata-se de uma questão de saúde pública que não recebe a merecida atenção. É um dos sintomas mais referidos em serviços de saúde. (REIMÃO, 1999).<br />
Acometendo quase um quarto da população adulta, a dificuldade de iniciar ou manter o sono durante a noite inteira, ou mesmo a sensação de sono insuficiente, denomina-se insônia, uma manifestação ou sintoma de inúmeras doenças desde o indivíduo que se depara com dificuldades para adormecer devido à ingestão excessiva de café, até aquele que não dorme por depressão, ansiedade ou outras alterações. A conseqüência é uma sensação de cansaço, fadiga e indisposição pela manhã após uma noite mal dormida. (REIMÃO, 1992).<br />
A insônia é provavelmente a queixa mais comum no mundo. Ela é quase tão difícil de definir e ser tratada quanto o frio. Luís XIV acreditava que o segredo para uma boa noite de sono era ter sempre a cama certa, por isso diz-se que ele teve quatrocentas e treze camas em Versalhes. Benjamim Franklim, de forma menos grandiosa, também fazia rodízio entre as quatro camas que tinha no quarto. (USHER, 1991).<br />
Segundo Reimão (1999), fatores agravantes ou propiciadores da insônia subdividem-se, em físicos, psicológicos e sociodemográficos. A definição varia ao longo do tempo e entre diferentes autores, pois sua classificação acerca da terminologia se situa em função da operacionalidade clínica e duração, podendo ser Transitória (algumas noites); Insônia de curta duração (duração inferior a três semanas) e; Insônia crônica (mais de três semanas de duração). A transitória está vinculada ao ambiente, à fisiologia ou a emoção.<br />
A definição atual para a insônia abrange o conceito de qualidade, não se restringindo somente à falta de sono, mas apresenta-se como sintoma patológico que fere o conceito de bem-estar no âmbito físico, social e psíquico do indivíduo. Sem que seja percebida a gravidade, a privação parcial do sono pode chegar a prolongar-se por anos, ainda que percebida a exaustão pelas poucas horas dormidas e uma sonolência observável seja detectada nos cochilos em horas monótonas. Essa privação acarreta sonolência e exaustão, irritabilidade, alterações da concentração, atenção e da memória. Em muitos casos, o indivíduo passa a utilizar alguns medicamentos para dormir, gerando outro problema, a dependência. Psicologicamente, a dependência faz com que ele mantenha o medicamento por muitos anos seguidos (ainda que este se torne ineficaz) como um apoio em relação a sua doença. A dependência física faz com que no momento em que o indivíduo abandone a medicação, a impossibilidade de dormir volte durante vários dias seguidos. Algumas tentativas sem sucesso de retirada da medicação, conduzem ao retorno da insônia, da irritabilidade e de nova tomada de medicação. (REIMÃO, 1992, grifo nosso).<br />
De acordo com Reimão (1999), em estudos sobre avaliações epidemiológicas, têm-se os distúrbios do sono como riscos potenciais para o desenvolvimento de um transtorno psiquiátrico, ou podem até mesmo, ser a base para a sua manifestação inicial. Por ser a insônia um quadro gerador de diversos problemas, a avaliação dos aspectos psicológicos está inserida em uma maior avaliação do indivíduo e, para isso, é necessário avaliar-se a severidade da insônia, os hábitos de sono, os sentimentos em relação ao problema e toda emoção na qual está inserido o problema.<br />
As pressões do dia-a-dia e a competitividade da sociedade moderna têm obrigado o homem a reduzir seu período de sono, roubado pela difusão da luz elétrica, pela industrialização, pelas longas jornadas de trabalho e exigências de atualizações profissionais constantes. Para muitos, o sono transformou-se em um luxo (que geralmente pode ser sacrificado pelo estilo de vida atual) ou em um transtorno que deve ser suportado. (www.sonolab.com.br).<br />
Hoje, tem-se a idéia de que dormir é perder tempo, pois com as modificações sofridas com a invenção da eletricidade, clubes noturnos, TV com programação 24 horas, Internet, podemos interagir a noite toda com todo o mundo. É neste impasse de obrigações e necessidades que a sociedade ao impor e conviver com o caos de um ritmo acelerado de existência pena as conseqüências do seu cotidiano agitado, estabelecendo com seu sono que constitui uma parte importante na vida, uma relação de descaso, sem observar, porém, que ao estabelecer hábitos prejudiciais e má qualidade do sono, o indivíduo expõe a vida acadêmica e social ao comprometimento no desempenho geral.</p>
<p>REFERÊNCIA:<br />
RIZZO, G.Brasil Campeão de Insônia. Disponível em . Acesso em: 23/jun/2006.<br />
REIMÃO, R. Sono, sonho e seus distúrbios. São Paulo: Frôntis Editorial, 1999.<br />
REIMÃO, R. O que você deve saber sobre Distúrbios do Sono. São Paulo: Saúde e Alegria, 1992.<br />
USHER, R. Sono. Tradução de Elizabeth Larrabure Costa Correa. São Paulo: Saraiva, 1991.</p>
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		<title>Psicologia do Sono</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 15:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiana Neves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clínica]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_535" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/sono-e-morte.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-535 " title="Hipnos e Tanatos (Waterhouse - 1874)" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/sono-e-morte-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Atualmente a comunidade científica discute cada vez mais a importância do sono e de sua qualidade, já que sua alteração pode trazer diversas repercussões clínicas e comportamentais. O sono, fonte de interesse científico, é para alguns pesquisadores uma incógnita. A palavra sono nos vem do latim somnus; em grego é <em>Hipnos</em>. De acordo com a mitologia, <em>Hipnos</em> é irmão gêmeo de <em>Tânatos</em> (que significa morte), nascido de <em>Nix</em> (noite) por partenogênese (desenvolvimento a partir de um óvulo não fecundado). Em grego, <em>Yrvos</em> (Hýpnos) vem da raiz indo-européia <em>swep</em> (dormir, aquietar-se) e a palavra <em>urvos</em> (Hýpnos) deu origem ao <em>swebban</em> (fazer adormecer, matar, no inglês antigo).<br />
Assim, o sono é algo que causa o interesse de estudiosos e historiadores desde a origem dos tempos. É vital.<br />
As horas que são entregues ao sono afetam de modo geral a saúde humana. Porém, mais relevante que a quantidade é a qualidade do sono. De acordo com Reimão (2000) o indivíduo pode chegar a passar cerca de um terço da sua existência em sono. Entretanto, o número de horas de sono para adultos pode variar muito, para mais ou para menos, e a diferença entre a sensação de sono adequado ou insuficiente é a qualidade, essência fundamental que irá definir a conseqüência no dia posterior, a ausência de sono no decorrer do dia e o fato de sentir-se refeito.<br />
A medicina ao envolver-se com a problemática do sono, concentrou-se na compreensão deste estado fisiológico complexo e de sua arquitetura, regulação, função e fisiologia, utilizando-se de um suporte de aparelhos eletrofisiológicos com capacidade para registrar a atividade elétrica cerebral nos seres humanos, visando uma perspectiva cientifica para as variáveis levantadas.<br />
Em 1929, com o desenvolvimento do eletroencefalograma (EEG) por Hans Berger, o sono era considerado como um fenômeno passivo. Acreditou-se também que o sono se desse por deficiência, pois o cérebro não receberia mais os impulsos nervosos provenientes dos órgãos dos sentidos; o sono era considerado como uma simples diminuição do estado desperto. Em 1953, com a descoberta do sono paradoxal ou sono REM (rapid eyes movement – movimento rápido dos olhos), chegou-se ao ponto de que o sono é um fenômeno ativo. (SOUZA; GUIMARÃES, 1999).<br />
Além da identificação do sono com movimentos oculares rápidos (REM), em 1953, outro fato que despertou o entendimento do sono foi o redimensionamento do hipotálamo no controle do sono-vigília em 1998, antes atribuído apenas a estruturas localizadas no tronco cerebral e tálamo. (ALOE; AZEVEDO; HASAN, 2005).<br />
Com a descoberta do sono REM veio à confirmação de que o sono não é um estado tranqüilo, onde o corpo funciona em marcha lenta. Das pessoas que são acordadas durante o sono REM, 80% se lembram com nitidez de estar sonhando naquele momento. (USHER, 1991).<br />
A este estado fisiológico, comum a todos os vertebrados e a quase todos os animais, o sono, apesar de cercado por mistério e fascinação tem seu estudo científico iniciado recentemente em meados do século XX. Por ser um tema amplamente estudado, mas ao mesmo tempo ainda obscuro, o conceito de sono é algo que apresenta algumas divergências de autor para autor.<br />
Este estado fisiológico complexo, o sono, não deve ser considerado somente como um estado de desligamento da rotina diária, tampouco como perda de tempo, ou extensão do dia como para muitos, a real importância do sono deve ser descoberta pela sociedade em geral. Estudantes, trabalhadores, pais e mestres precisam reconhecer que durante o sono nosso organismo desempenha diversas funções essenciais para nosso equilíbrio físico e mental.<br />
Os distúrbios do sono acarretam em um grande número de acidentes de trânsito e ocupacionais. Os custos e as conseqüências relacionadas aos distúrbios do sono podem ser direta e indiretamente significante a toda sociedade. Desde acidentes domésticos, ocupacionais, de trânsito, entre outros, os distúrbios do sono podem produzir seqüelas maiores. Indivíduos com distúrbio do sono, não expõem apenas a sua saúde, mas compromete toda sociedade em um risco de acidente de transito ou de trabalho/industrial.<br />
De acordo com Martinez (1999) dominar o sono deveria ser uma meta de qualquer governo sábio. Continua-se, entretanto, ignorando a cadeia do sono e considerando-os inevitáveis. O sono é algo que foge do nosso controle, e ainda que se tente encurtar o tempo desta condenação, nos enganamos, já que apenas parcelamos a sentença em cochilos esporádicos. A insônia é uma vitória sobre a prepotência do sono, mas pagamos por ela com olheiras e a mente embotada do dia seguinte, pois o sono é vingativo.</p>
<div id="attachment_536" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/sono.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-536 " title="insônia" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/sono-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Segundo Madalena (1979), a maioria dos autores divide a patologia do sono em distúrbios para menos (hipossônia) e distúrbios para mais (hipersônia). A hipossônia, ou seja, a falta de sono pode estar relacionada com a faixa etária, de modo que o sujeito não se sente diretamente atingido, conseguindo ter estabilidade para a realização da sua rotina, entretanto, quando decorre de uma desordem funcional, doença orgânica ou tensão psíquica ela se torna patológica e conseqüentemente, o sujeito sente-se diretamente afetado física e psiquicamente. Já a hipersônia, que é identificada como o estado de sonolência excessiva, pode ser espontânea ou provocada, transitória ou permanente. A sonolência pode apresentar-se como fisiológica ou condicionada por inúmeros fatores.<br />
Com base em diferentes autores e épocas, percebo que a má qualidade do sono traz inúmeros transtornos que podem prejudicar o indivíduo em todas as áreas, desde a social, emocional até a laboral. Quer por opção ou devido à demanda e exigências da sociedade atual somos constantemente expostos à privação de sono e a seus conseqüentes efeitos adversos.</p>
<p>REFERÊNCIAS:<br />
REIMÃO, R. Temas de medicina do sono. São Paulo: Lemos Editorial, 2000.<br />
SOUZA, J. C.; GUIMARÃES, A. M. Insônia e qualidade de vida. Campo Grande – MS: Editora UCDB, 1999.<br />
ALOE, F.; AZEVEDO, A. P. de; HASAN, R. Mecanismos do ciclo sono-vigília. Revista Brasileira de Psiquiatria, maio 2005, vol.27 supl. 1, p.33-39. ISSN 1516-4446.<br />
MADALENA, J. C. O sono. Porto Alegre: Fundo Editorial Byk Procienx, 1979.</p>
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		<title>DEPRESSÃO</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 23:33:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiana Neves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clínica]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno mental]]></category>

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<div id="attachment_524" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/depressao01.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-524 " title="depressao" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/depressao01-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<h2>Conceitos técnicos sobre o transtorno mais frequente da sociedade moderna.</h2>
</h3>
<p>Desde o antigo testamento são relatadas situações sobre padecimentos de infortunados e lamentações de homens e mulheres que perderam sua esperança no futuro. Hipócrates o pai da medicina (séc. IV ªc.) diferenciou quatro tipos de temperamento; um deles denominado melancólico, hoje é identificado como depressão.<br />
Apesar do grande estigma que ainda acompanha a depressão, sabe-se hoje que é uma doença séria e incapacitante, que tem tratamento e cura na grande maioria dos casos. Na verdade, não é o índividuo incapaz que tem depressão, mas a depressão que incapacita o índividuo para o viver saudável e pleno.<br />
A depressão pode ser definida como um distúrbio do humor, com duração maior do que duas semanas, causado pela deficiência de determinadas substâncias (serotonina, noradrenalina e dopamina) no cérebro. Pode afetar homens e mulheres em qualquer fase da vida, e sem um fator desencadeante grave. É mais freqüente em adultos jovens e em índividuos com antecedentes familiares de depressão, e com a tendência atual de envelhecimento populacional, passa a ser uma doença muito importante na terceira idade.</p>
<p><em>“A depressão é um dos três transtornos psicólogicos mais prevalentes, os outros dois são abuso de substância e ansiedade”.</em> HOLMES , David. pg.163</p>
<p>A depressão começa com sentimentos comuns de tristeza, a qual pode ser, por si só, sua essência. É comum que a pessoa deprimida não tenha consciência de seus sentimentos, mas que identifique alguma coisa errada e perceba sensações físicas. Na síndrome leve, o deprimido se sente incapaz , coibido, infeliz e reage de forma pessimista, desqualificando a si mesmo. Suas atitudes tornam-se mais lentas e preocupa-se exageradamente com problemas pessoais, além disso, revela desanimo tédio ou falta e força para reagir, além de forte tendência a não &#8211; reação.Já na depressão mais profunda, existe uma tensão desagradável e constante acompanhada de dor mental, que compreende angústia, desespero, desgosto e profundos sentimentos de raiva e medo.</p>
<p><em>“A distinção entre depressão normal e anormal gira em torno da profundidade e duração da depressão”.</em> HOLMES, David pg. 163.</p>
<p>O processo depressivo deve ser encarado em função de três aspectos essenciais; a intensidade, que pode ser leve, desaparecendo com rapidez, moderada ou grave que são mais prolongadas e consideradas mais sérias a ponto de exigirem auxílio terapêutico. A duração sendo classificadas como aguda, podendo surgir rapidamente, independentemente de causa e durar apenas uma semana desaparecendo espontaneamente; a recorrente que corresponde a uma crise aguda que reaparece a intervalos irregulares, intercalados por períodos normais denominados remissões ou crônicas a qual surge mais regularmente e permanece por um período de tempo indefinido. E, por fim a qualidade que pode ser retardada, quando as reações das pessoas se tornam lentas e agitada, quando as reações das pessoas se tornam lentas e agitadas e/ou quando apresentam um estado de excitação geral.<br />
Os enfoques comportamentais para a avaliação da depressão centram-se normalmente nas características manifestas do transtorno, como o comportamento psicomotor e verbal.Considerando o interesse das teorias comportamentais da depressão nas contingências ambientais, os clínicos e os pesquisadores de orientação comportamental tratam de avaliar aspectos do ambiente e da interação pessoa – ambiente que podem estar relacionados com o ínicio ou com a manutenção da depressão. Deste modo, a avaliação comportamental pode incluir uma exploração de fatores tais como as habilidades sociais do índividuo deprimido, o comportamento daqueles com quem o paciente deprimido interage e as atividades reforçadoras para a pessoa deprimida.<br />
A depressão é um problema tão freqüente em tantas culturas que foi denominada de “o resfriado comum dos transtornos emocionais”. A resposta depressiva pode constituir uma reação perante um estímulo estressante externo, ou ser uma característica do padrão de resposta de uma pessoa frente ao mundo. Poderia acontecer como episódio único ou ser parte de uma série recorrente de episódios, ocorrendo com diferentes níveis de gravidade. Entretanto, quando surge pode contribuir para problemas que vão desde a disfornia ou mal- estar, que deterioram o funcionamento de um indivíduo, até desejos e ações que têm como objetivo final a morte causada pelo próprio índividuo. Embora a depressão pareça ser uma resposta universal, constitui, entretanto, uma resposta que pode ter uma gravidade limitada., freqüência reduzida e impacto que não chegue a ameaçar a pessoa durante toda a vida.</p>
<p>Referência: HOLMES, David. Psicologia dos Transtornos Mentais. 2ª ed. Artes Médicas; São Paulo, 1997.</p>
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		<title>Lista enumera &#8220;10 pecados&#8221; de psicólogos e analistas</title>
		<link>http://www.psicologaonline.com.br/psicologia/clinica/lista-enumera-10-pecados-de-psicologos-e-analistas/</link>
		<comments>http://www.psicologaonline.com.br/psicologia/clinica/lista-enumera-10-pecados-de-psicologos-e-analistas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 16:18:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiane Gama</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clínica]]></category>
		<category><![CDATA[pecados psicólogos e analistas]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapeuta]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Folha Online 14/04/2009 FLÁVIA MANTOVANI da Folha de S.Paulo A dona de casa Elisandra Bonfim, 28, fez terapia durante 12 anos. Teve duas psicólogas, chegou a ter sessões todos os dias da semana e gostava do processo. Mas diz que, com a última delas, que a atendeu por cinco anos, nunca teve coragem de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_422" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/freud-diva.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-422 " title="freud-diva" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/freud-diva-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Fonte: <a title="Folha Online" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u550251.shtml" target="_blank">Folha Online<br />
</a>14/04/2009<br />
FLÁVIA MANTOVANI<br />
da Folha de S.Paulo</p>
<p>A dona de casa Elisandra Bonfim, 28, fez terapia durante 12 anos. Teve duas psicólogas, chegou a ter sessões todos os dias da semana e gostava do processo. Mas diz que, com a última delas, que a atendeu por cinco anos, nunca teve coragem de ir para o divã.</p>
<p>Tinha medo de que a terapeuta dormisse, pois ela bocejava com frequência. &#8220;Acho que ela estava cansada naquela época, mas eu ficava muito incomodada com isso, pois acontecia em quase toda sessão. Cheguei a falar com ela, mas nada mudou&#8221;, conta.</p>
<p>Outro problema era o fato de a profissional olhar demais para o relógio. &#8220;Sei que não pode passar da hora, mas eu ficava irritada com isso. Às vezes eu estava contando alguma coisa, tinha vários sentimentos envolvidos ali&#8221;, lembra.</p>
<p>Nem por isso a terapeuta era pontual, diz Elisandra. Uma vez, chegou quando faltavam só dez minutos para o fim da sessão -foi preciso remarcar o encontro e voltar outro dia. &#8220;Ficava ansiosa, na expectativa. Tudo o que tinha planejado falar sumia da minha mente.&#8221;</p>
<p>As atitudes descritas por Elisandra são algumas das citadas em uma lista que traz 12 maus hábitos que todo terapeuta deveria evitar. O autor também é psicólogo: o americano John Grohol, criador do portal Psych Central (<a href="http://psychcentral.com/" target="_blank">http://psychcentral.com/</a>), acessado mensalmente por 800 mil pessoas e eleito um dos 50 melhores de 2008 pela revista &#8220;Time&#8221;.</p>
<p>Segundo Grohol, a relação entre terapeuta e cliente é única: pode ser mais íntima do que o mais íntimo dos relacionamentos, mas, paradoxalmente, exige uma distância profissional. &#8220;Os terapeutas são tão humanos quanto seus pacientes e possuem as mesmas fobias. Eles têm maus hábitos, como todos nós temos, mas alguns deles podem realmente interferir no processo terapêutico&#8221;, escreveu.</p>
<p>A Folha selecionou dez comportamentos citados por Grohol e pediu a especialistas brasileiros que os comentassem. Muitos deles não são um problema quando ocorrem isoladamente, mas podem atrapalhar a terapia quando se tornam um hábito.</p>
<p>Se eles passam a incomodar o paciente, a recomendação é ser sincero. &#8220;O paciente tem o direito de expressar as necessidades dele&#8221;, diz a psicóloga Regina Wielenska, supervisora de terapia comportamental do curso de terapia comportamental e cognitiva do Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo).</p>
<p>Wielenska lembra, porém, que algumas pessoas vão para a terapia justamente por terem dificuldade de se expressar.</p>
<p>&#8220;É o pior dos mundos quando o terapeuta tem atitudes inadequadas e o cliente não consegue se proteger delas. O melhor é quando ele se sente em condições de comunicar quando não concorda com alguma coisa&#8221;, afirma.</p>
<p><strong>1<br />
Comer na frente do paciente</strong><br />
Esporadicamente, no caso de uma sessão extra pedida pelo paciente e marcada no horário de uma refeição, por exemplo, a atitude é aceitável, afirma o psicólogo Roberto Banaco, professor titular da PUC-SP.</p>
<p>&#8220;É melhor oferecer apoio ao cliente comendo do que negar esse apoio por falta de horário&#8221;, diz Banaco. Mas necessidades pessoais como essa deveriam acontecer em outro contexto. &#8220;Comer na sessão mostra desrespeito pelo paciente&#8221;, diz Wielenska.</p>
<p>O terapeuta da estudante Denise Thornberg, 22, transformou isso num hábito. Nas sessões, consumia Coca-Cola light e confeitos de chocolate. &#8220;Ele estava sempre com uma garrafinha de Coca na mão. Eu não gostava&#8221;, conta.</p>
<p>Para o médico e psicanalista Sérgio Cyrino, filiado à Federação Brasileira de Psicanálise, isso não deve ocorrer jamais. &#8220;O analista não deve comer, oferecer ou aceitar comida.&#8221;</p>
<p><strong>2<br />
Atender ao telefone</strong><br />
Emergências acontecem. O terapeuta pode ter de atender um paciente internado ou com risco de suicídio, por exemplo.</p>
<p>Nesse caso, o mais aconselhável é avisar antecipadamente ao paciente que isso pode acontecer e ser breve. &#8220;Se existir essa possibilidade, o terapeuta deveria dizer que, em caráter excepcional, pode ser necessário atender a uma ligação urgente. Mas isso deve ser raro, não pode se tornar um hábito&#8221;, afirma Wielenska.</p>
<p>Atender a ligações de outro tipo é desaconselhável. &#8220;Imagine quando se interrompe um comunicado [do paciente] de intenso conteúdo emocional bem no meio. A compreensão, ao ser fragmentada, perde todo o sentido. O paciente se sente deixado em segundo plano. Como é que se conserta isso depois?&#8221;, diz Cyrino.</p>
<p><strong>3<br />
Tomar notas em excesso</strong><br />
A figura do analista com um bloquinho na mão, que aparece em charges e filmes, é um falso símbolo da psicanálise, diz Cyrino. &#8220;Freud não anotava durante as sessões porque isso fragmenta a compreensão da situação da análise. Quem interrompe para tomar notas perde o fio da meada. O pensamento é muito mais rápido do que a palavra escrita. E o paciente se sente perseguido.&#8221;</p>
<p>Para Banaco, anotações, quando ocorrem, podem ser feitas rapidamente por meio de palavras-chave, como lembretes para serem &#8220;recheados&#8221; com conteúdos nos intervalos entre sessões.</p>
<p>Denise Thornberg conta que seu terapeuta escrevia tanto que a incomodava. &#8220;Ele não me olhava nos olhos.&#8221; Para Wielenska, o terapeuta deve pedir autorização para anotar e manter o contato com ele enquanto faz isso. &#8220;Quem trabalha frente a frente com alguém deve preservar o olhar e a atenção.&#8221;</p>
<p><strong>4<br />
Atrasar-se para a sessão</strong><br />
O terapeuta pode ter que ficar mais tempo com um paciente, o que acarretará atrasos nas sessões seguintes. Mas, de novo, isso não deve ser hábito. &#8220;Quando o profissional estender a sessão desse cliente, ele saberá que os atrasos devem-se ao acolhimento para quem precisa, em contraposição à regra fria de que a sessão dura &#8220;X&#8221; minutos&#8221;, diz Banaco. Ele acredita que, quando a demora é grande, o terapeuta deve dar satisfação a quem aguarda.</p>
<p>Para Cyrino, o atraso é muito comprometedor. &#8220;O analista deve sempre aguardar o paciente, para que ele tenha uma sensação de constância dentro da instabilidade afetiva que o traz ao tratamento. Como interpretar atrasos constantes de um paciente, que podem ter mil acepções, se o analista também se atrasa?&#8221;, questiona.</p>
<p><strong>5<br />
Ser pouco acessível</strong><br />
Segundo os especialistas, deve haver um meio-termo em relação a esse item. Por um lado, não é recomendável que o cliente desenvolva uma extrema dependência do terapeuta. &#8220;Um paciente carente pode querer estar ligado 24 horas ao analista, como se fosse um bebê em simbiose com a mãe&#8221;, compara Cyrino.</p>
<p>Por outro lado, estar inteiramente fora do alcance, especialmente em situações graves, não é aconselhável. &#8220;O terapeuta não pode ser impossível nem dar a impressão de disponibilidade total, como se fosse só do paciente -o que é um desejo frequente e compreensível&#8221;, diz o psicanalista.</p>
<p>De acordo com Wielenska, cada terapeuta tem suas preferências em relação a esse assunto. &#8220;Alguns liberam celular e e-mail, outros autorizam o cliente a deixar recado. Eles devem colocar esses limites assim que começam a atender uma pessoa&#8221;, afirma.</p>
<p><strong>6<br />
Olhar demais para o relógio</strong><br />
O terapeuta precisa controlar o tempo. Mas olhar demais para o relógio pode dar a impressão de que ele tem pressa para terminar a consulta.</p>
<p>Denise Thornberg trocou o terapeuta que tomava refrigerante por outra e está gostando. Mas diz que a atual olha demais para o relógio. &#8220;Enquanto eu falo, ela fica de olho para ver quando a sessão vai acabar. Isso desvia minha atenção. Penso: &#8216;Será que estou falando muita coisa sem sentido?&#8217;.&#8221;</p>
<p>Segundo Cyrino, com a experiência, o terapeuta ganha uma noção de tempo automática. &#8220;Mas ele não é máquina. Um recurso é ter um relógio num lugar discreto e consultá-lo sem caráter ostensivo.&#8221; Já se isso ocorrer com um paciente específico, o terapeuta deve se perguntar o que está acontecendo na relação com ele.</p>
<p><strong>7<br />
Bocejar demais</strong><br />
Bocejar não é o problema: como qualquer pessoa, o terapeuta pode estar cansado em um determinado dia. A questão é quando a atitude se torna um hábito, que costuma ser interpretado pelo paciente como falta de interesse.</p>
<p>Mas, se o terapeuta não encontrar explicação para o sono e ele ocorrer sempre com um paciente específico, esse fato pode se tornar uma informação importante na terapia. &#8220;O cliente pode ter um padrão de comportamento que gera tédio também fora do consultório&#8221;, diz Regina Wielenska. &#8220;Mas essa atitude [bocejar] deve ser contida, pois a terapia requer foco e concentração.&#8221;</p>
<p>Já dormir é tido como inadmissível. &#8220;Se o terapeuta percebe que não suporta o sono, deve suspender a sessão&#8221;, diz Roberto Banaco.</p>
<p><strong>8<br />
Contato físico excessivo<br />
</strong>No Brasil, costuma ser aceito um maior contato físico ao cumprimentar alguém. &#8220;Na nossa cultura, é normal dar um beijinho ou um ligeiro abraço. O terapeuta pode fazer isso com leveza e rapidez, sem tom erótico&#8221;, diz Wielenska.</p>
<p>Mas deve haver limites. &#8220;Por ser uma relação facilmente confundida com uma relação afetiva, um contato físico exacerbado pode atingir fragilidades dos clientes. Trata-se de um abuso da relação desigual que se instala no contrato terapêutico: o cliente tem problemas e o terapeuta tem soluções&#8221;, afirma Banaco.</p>
<p>Segundo Cyrino, muitas terapias psicológicas usam o contato físico no tratamento, mas não a psicanálise. &#8220;Para essa corrente, o excessivo contato físico favorece a dependência emocional do paciente, dificultando seu crescimento.&#8221; Vale lembrar que o contato sexual entre terapeuta e cliente não é adequado em nenhum caso.</p>
<p><strong>9<br />
Falar demais sobre si mesmo</strong><br />
A sessão é do cliente, e não do terapeuta. &#8220;No entanto, temos bagagem, história de vida e, em situações específicas, ela pode ser usada em benefício da terapia&#8221;, diz Wielenska.<br />
Mas, se o terapeuta sente falta de amigos, não deve buscá-los nos clientes. &#8220;O analista pode estar carente, pois é de carne e osso. Nesse caso, deve redobrar a atenção para não misturar sua vida à do paciente. Muitos gostariam de ser amigos do analista, mas isso desvirtua o foco da terapia&#8221;, diz Cyrino.</p>
<p>A chave é ver se há propósito terapêutico. &#8220;Qualquer fala sobre si mesmo que não tenha um propósito terapêutico é uma fala em demasia&#8221;, diz Banaco.</p>
<p>Segundo ele, se o paciente tem o terapeuta como modelo e segue seus conselhos cegamente ou o imita, expor a vida pessoal é ainda mais danoso.</p>
<p><strong>10<br />
Vestir-se inadequadamente</strong><br />
Como qualquer pessoa, o terapeuta tem seu estilo e não precisa abrir mão dele no ambiente profissional. &#8220;Atendemos surfistas, publicitários, executivos. Não podemos ser camaleões para nos ajustarmos ao estilo de cada cliente. O terapeuta só não pode estar vestido de maneira profundamente chamativa, vulgar, suja ou descuidada. O resto é uma questão pessoal&#8221;, diz Wielenska.</p>
<p>De fato, há limites. &#8220;Deixar à vista longas extensões de pele não é desejável: bermudas, camisas abertas, decotes pronunciados ou saias tão curtas que mostrem a roupa de baixo são absolutamente inapropriados&#8221;, lista Banaco.</p>
<p>Para Cyrino, o foco não deve ser o terapeuta, inclusive no quesito vestimenta. &#8220;Não é necessário vir de batina, mas o oposto faz com que o foco de atenção se desvie do paciente para o analista. E é o paciente que veio mostrar seus conteúdos&#8221;, diz Cyrino.</p>
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		<title>Arthur Bispo do Rosário &#8211; gênio ou louco?</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 14:38:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávia Rezende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clínica]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_393" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/arthur-bispo2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-393 " title="arthur-bispo2" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/arthur-bispo2-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Arthur Bispo do Rosário (Sergipe, 1909 ou 1911 &#8211; Rio de Janeiro, RJ, 1989), foi um artista plástico brasileiro.<br />
Considerado louco por alguns e gênio por outros, a sua figura insere-se no debate sobre o pensamento eugênico, o preconceito e os limites entre a insanidade e a arte, no Brasil. A sua história liga-se também à da Colônia Juliano Moreira, instituição criada no Rio de Janeiro, na primeira metade do século XX, destinada a abrigar aqueles classificados como anormais ou indesejáveis (negros, pobres, alcóolatras e desviantes das mais diversas espécies).</p>
<p>Biografia<br />
Natural de Japaratuba-Sergipe, Arthur Bispo é descendente de escravos africanos, foi marinheiro na juventude, vindo a tornar-se empregado de uma tradicional família carioca.<br />
Na noite 22 de Dezembro de 1938, despertou com alucinações que o conduziram ao patrão, o advogado Humberto Magalhães Leoni, a quem disse que iria se apresentar à Igreja da Candelária. Depois de peregrinar pela rua Primeiro de Março e por várias igrejas do então Distrito Federal, terminou subindo ao Mosteiro de São Bento, onde anunciou a um grupo de monges que era um enviado de Deus, encarregado de julgar aos vivos e aos mortos. Dois dias depois foi detido e fichado pela polícia como negro, sem documentos e indigente, e conduzido ao Hospício Pedro II (o hospício da Praia Vermelha), primeira instituição oficial desse tipo no país, inaugurada em 1852, onde anos antes havia sido internado o escritor Lima Barreto (1881-1922).<br />
Um mês após a sua internação, foi transferido para a Colônia Juliano Moreira, localizada no subúrbio de Jacarepaguá, sob o diagnóstico de &#8220;esquizofrênico-paranóico&#8221;. Aqui recebeu o número de paciente 01662, e permaneceu por mais de 50 anos.</p>
<div id="attachment_394" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/arthur-bispo3.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-394 " title="arthur-bispo3" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/arthur-bispo3-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Em determinado momento, Bispo do Rosário passou a produzir objetos com diversos tipos de materiais oriundos do lixo e da sucata que, após a sua descoberta, seriam classificados como arte vanguardista e comparados à obra de Marcel Duchamp. Entre os temas, destacam-se navios (tema recorrente devido à sua relação com a Marinha na juventude), estandartes, faixas de mísses e objetos domésticos. A sua obra mais conhecida é o Manto da Apresentação, que Bispo deveria vestir no dia do Juízo Final. Com eles, Bispo pretendia marcar a passagem de Deus na Terra.<br />
Os objetos recolhidos dos restos da sociedade de consumo foram reutilizados como forma de registrar o cotidiano dos indivíduos, preparados com preocupações estéticas, onde se percebem características dos conceitos das vanguardas artísticas e das produções elaboradas a partir de 1960.<br />
Utilizava a palavra como elemento pulsante. Ao recorrer a essa linguagem manipula signos e brinca com a construção de discursos, fragmenta a comunicação em códigos privados.<br />
Inserido em um contexto excludente, Bispo driblava as instituições todo tempo. A instituição manicomial se recusando a receber tratamentos médicos e dela retirando subsídios para elaborar sua obra, e Museus, quando sendo marginalizado e excluído é consagrado como referência da Arte Contemporânea brasileira.<br />
Fonte: <a href="http://www.wikipedia.com">www.wikipedia.com</a></p>
<p>Veja os vídeos de suas obras. Exemplo belíssimo de que a arte a loucura andam juntas e se complementam desde de modelos terapeuticos até todas as possíveis formas de expressão e libertação.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dSKAMe0x5_0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/dSKAMe0x5_0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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