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	<title>Psicóloga &#124; Online! &#187; Desenvolvimento</title>
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		<title>ADOLESCÊNCIA, TEMPO DE RECONHECIMENTO</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 15:56:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávia Rezende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[identidade juvenil]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Gabriela Azevedo “O futuro não é mais como era antigamente&#8230;” Renato Russo O futuro não é mais como era, cantava Renato Russo, mas também não sabemos o que nos reserva esse futuro diante das mudanças rápidas que temos vivido. Essas mudanças têm sido, às vezes, tão radicais, tão rápidas, que mal dá tempo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2></h2>
<h5>
<div id="attachment_599" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/09/possite3.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-599 " title="Adolescentes" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/09/possite3-150x130.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="130" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Por Gabriela Azevedo</h5>
<p><em>“O futuro não é mais como era antigamente&#8230;”</em><br />
Renato Russo</p>
<p>O futuro não é mais como era, cantava Renato Russo, mas também não sabemos o que nos reserva esse futuro diante das mudanças rápidas que temos vivido. Essas mudanças têm sido, às vezes, tão radicais, tão rápidas, que mal dá tempo de percebê-las direito, quanto mais de parar e refletir sobre como nos afetam e nos afetarão. E não estou me referindo apenas às mudanças tecnológicas, e sim às mudanças ocorridas nas relações, que acabam por envolver crianças e adolescentes como personagens principais. Temos acompanhado histórias sobre comportamentos violentos e criminalidade entre os próprios adolescentes, de adultos contra crianças e adolescentes, em uma escala menor temos a falta de compromisso com o sentimento do outro. Como diz o sociólogo Sygmunt Bauman, estamos vivendo um mundo líquido, em que tudo se desfaz rapidamente.</p>
<p>Para falar sobre sexualidade do adolescente hoje, é importante pensar um pouco sobre que modelos esse adolescente tem? Que referências os adultos dão a ele? A que material ele tem acesso?</p>
<p>Há um foco intenso sobre os adolescentes, que não permite que eles se dêem conta de que alguma coisa esteja mal acabada nas relações que estabelecem. São revistas, produtos e até campanhas publicitárias que inclusive usam slogans como “Proibido para maiores”, excluindo a participação do adulto no processo de adolescer. Com isso, muitos jovens vivem sozinhos um período de transição desconhecido e muito importante. E é nessa fase, em meio às dúvidas, às inseguranças, ao medo e frente ao constante assédio da mídia, que acontecerão suas primeiras vivências sexuais.</p>
<p>Sabemos que viver a sexualidade desinformadamente não é privilégio da atualidade. Ao olharmos para trás e revisitarmos a história, lembraremos que por séculos a sexualidade foi considerada um assunto proibido. Pelo tabu existente em torno do tema, rapazes e moças eram completamente desinformados em relação à sexualidade, permanecendo em um estado de ignorância que se tornava um verdadeiro convite às dificuldades relacionadas à vivência sexual.</p>
<p>Hoje, parece que os adolescentes estão bem informados sobre todos os aspectos que envolvem a sexualidade. Há propaganda de camisinha, há revistas que abordam a sexualidade de diferentes aspectos, mas, ao observar a prática sexual, vemos que não sabem se proteger. Logo, há algum equívoco. A sociedade atual tem contribuído ativamente para que os adolescentes iniciem sua vida sexual precocemente, antes mesmo que eles se sintam preparados para isso. Há uma exposição permanente a cenas de sexo quase explícito, seja em novelas do horário nobre ou em reality shows. Sexo também é usado para vender tudo, carros, iogurtes, cosméticos, roupas, cerveja. Palavras como ficar, beijar, transar fazem parte do vocabulário do adolescente, mas vêm vazias de significados.</p>
<p>É inegável a influência dos processos sociais na expressão sexual dos adolescentes. O adolescente vive imerso nas referências da sociedade que passam a invadir seu imaginário e, assim, sua sexualidade é modelada pela linguagem e valores vigentes.</p>
<p>Além do assédio da mídia, hoje há torpedos, e-mails, msn, orkut que também ditam tendências nos comportamentos dos jovens. Para os adolescentes conversarem, discutirem, trocarem confidências, a comunicação ultrapassa o encontro no pátio do colégio ou no playground do prédio durante as tardes. Eles estabelecem um contato ininterrupto, existe uma urgência por esse contato, a mensagem tem de ser instantânea, a resposta imediata. Esperar tornou-se uma verdadeira tortura para eles e essa ansiedade acompanha os diversos aspectos de suas vidas. Mas aprender qualquer assunto leva tempo, existe o tempo do amadurecimento e da assimilação do conteúdo, inclusive quando o assunto é sexualidade. E nossos jovens imediatistas, tão acostumados a soluções rápidas e fáceis, acabam atropelando esse tempo.</p>
<h3>Deixando a infância</h3>
<p>A ansiedade tão marcante na adolescência não é estimulada apenas pelo avanço tecnológico. A passagem da infância para a adolescência por si só gera uma tremenda ansiedade no jovem.</p>
<p>Na infância, a criança tem os pais como sua principal referência e são eles, também, suas companhias na maior parte do tempo. Mas a entrada no mundo adulto implica em atenuar a força desse vínculo para, então, se relacionar e se identificar com o grupo. É natural e esperado que haja na adolescência um convívio intenso com a turma de amigos, mas não se espera que os pais deixem de participar de suas vidas. Assim, esse não é um processo fácil.</p>
<p>O início da adolescência é um período confuso, contraditório e até mesmo doloroso. O mundo adulto é desejado, mas, ao mesmo tempo, temido, e para se aventurar nele é preciso perder definitivamente a condição de criança, o que parece assustar os adolescentes. Notamos nessa transição oscilações entre o desejo pela independência e a vontade de permanecer dependente. É comum pais de adolescentes ouvirem protestos quando eles impõem horário para seus filhos voltarem para casa, mas não são poucas as vezes em que também notam segurança, e até um a ponta de orgulho, na voz de seus filhos ao contarem a um amigo que não poderão voltar para casa depois do horário estipulado. Assim, ao mesmo tempo em que querem liberdade, os adolescentes querem também se sentir protegidos.</p>
<p>A perda da infância é quase uma morte e segundo a psicanalista Françoise Dolto, é um dos riscos que a adolescência traz e que os jovens têm que viver. Outro risco é o do primeiro amor. O amor constitui para o adolescente a marca que inaugura sua vivência no mundo adulto. Dessa forma, a chegada da adolescência é determinada pela possibilidade do indivíduo em dissociar a vida imaginária da vida real. Seria o despertar do interesse pelo o mundo exterior e o seu desejo de investigá-lo. É essa possibilidade que caracteriza a ruptura com a infância.</p>
<p>A curiosidade por esse novo mundo e pelas pessoas que passam a fazer parte dele, provocam no adolescente o desejo de querer integrá-lo. Com isso, o grupo passará a exercer um papel importante e determinante nos comportamentos do adolescente, inclusive no comportamento sexual.</p>
<p>Até o início do século XX, rapazes e moças não tinham um convívio tão intenso, embora existisse interesses em comum e o desejo de ficar mais próximo. Porém, a proximidade acontecia somente com a presença de familiares, a intimidade era reservada apenas àqueles que casassem.</p>
<p>Hoje, a turma de amigos está cada vez mais presente na vida dos adolescentes, seja no espaço da escola, após a aula, em bate-papos na internet, através dos blogs. Esse convívio com o grupo, na maioria das vezes mais intenso do que o convívio com os pais, é um fator determinante no curso da sexualidade do adolescente, pois o grupo exerce grande influência sobre as condutas e as crenças dos adolescentes.</p>
<h3>O grupo como espelho</h3>
<p>O jovem que percebe seu grupo como sexualmente ativo tende a tornar-se mais ativo também. O grupo encoraja e desencoraja, dita as normas de conduta, seja em relação ao início da atividade sexual ou à adoção de métodos contraceptivos. O grupo dirá o que é bacana ou não, o que deve ser feito ou não, ainda que pais e escolas estejam tentando passar outra mensagem.</p>
<p>Muitos jovens acreditam que a maioria dos programas de educação sexual está restrita às descrições de como ocorre a reprodução e as conversas com seus pais, por sua vez, restritas às advertências sobre a necessidade do uso de preservativos. Com isso, os adolescentes preferem trocar informações com seus colegas, incorporando valores e sendo estimulados em suas práticas sexuais.</p>
<p>Porém, notamos que a comunicação entre os adolescentes é muitas vezes deficiente, constituindo praticamente uma linguagem não-verbal e codificada. A informação parece ser passada pela metade, por códigos que só eles entendem, ou não, e isso parece não importar, porque são mensagens sempre muito bem recebidas. É curioso notar que os adolescentes, ao se relacionarem, passam muito tempo falando de relacionamentos anteriores, do que aconteceu e do que deixou de acontecer, deixando de discutir o que estão vivendo. Para eles, o aqui e agora não deve ser falado, deve ser apenas experimentado. Com isso, informações importantes deixam de passadas, comportamentos podem ser precipitados e sentimentos correm o risco de serem atropelados.</p>
<p>Por terem o foco sempre em uma terceira pessoa, seja no ex-namorado de sua namorada, ou na menina pelo qual seu namorado já foi interessado, por esquecerem, evitarem ou simplesmente por não conseguirem se olhar, os adolescentes se sentem inseguros em seus relacionamentos. Eles são capazes de passar horas em páginas do orkut ou blogs investigando indícios que comprovem o interesse do outro naquele “intruso”, que foi introduzido justamente por suas próprias fantasias. E são essas descobertas a tônica da conversa no próximo telefonema ou no próximo encontro do casal. Provocar o outro nesse sentido, é evitar falar do que realmente está incomodando na relação. Por não saberem discuti-la, usam de outros artifícios.</p>
<h3>Adolescência, tempo de reconhecimento</h3>
<p>São inúmeros os elementos que permeiam o desenvolvimento da adolescência e suas vivências. São os estímulos erotizados a que os adolescentes estão expostos, as lacunas de desinformação, os percalços da comunicação, o convívio intenso e contínuo com o grupo, a urgência incentivada pelo avanço tecnológico, além de outras questões importantes que também fazem parte dessa fase e preocupam o adolescente, como, por exemplo, a escolha profissional, eventuais perdas familiares. Somados a todos esses fatores ainda temos a ansiedade e a curiosidade característicos da adolescência. Frente a isso, sentindo-se desorganizados, despreparados e afoitos, os adolescentes se deparam com suas primeiras relações sexuais, que na maior parte das vezes acabam acontecendo precocemente, antes mesmo do que eles os próprios desejariam.</p>
<p>Zygmunt Bauman refletindo sobre relacionamentos amorosos, afirma que o fracasso no relacionamento é muito frequentemente o fracasso na comunicação. Para ele, há riscos à espera do comunicador imprevidente ou descuidado. Um deles é a tentativa de se agradar mutuamente, enquanto se continua fugindo do problema. Não há nada que promova mais uma relação confortável do que a louvação mútua. O outro seria o desejo de se mudar o outro, temos nossos critérios de como fazer as coisas e de como os outros deveriam ser, e aqui corre-se o risco do excesso, do entendimento extremado sobre aqueles que deveriam ser mudados.</p>
<p>Se todos os relacionamentos correm esses riscos, o que dizer de relacionamentos ainda pueris, entre adolescentes inseguros, que vivem o luto da perda da infância e não conseguem administrar bem a ansiedade que acompanha todas as descobertas.</p>
<p>A adolescência torna-se um período de reconhecimento, de descobertas e redescobertas, de experimentos, de vivências. Não há como ensiná-los a amar, mas há como acompanhá-los nesse novo caminho.</p>
<p>Os adolescentes estão dispostos a participar de atividades que discutam a sexualidade, eles sentem necessidade de amadurecer sua sexualidade, de ter informação a respeito dela. Eles precisam apenas que os adultos os ajudem a conter sua ansiedade e que lhes possibilitem a expressar o que sentem, já que há uma enorme dificuldade de falarem diretamente do assunto. E é aqui que pais e educadores passam a exercer um papel fundamental. Os pais, mesmo despidos do papel que exerciam na infância e ao contrário do prega a mídia, continuam sendo a principal referência para os adolescentes e os professores os grandes detentores do conhecimento. Assim, um trabalho dinâmico, interativo e conjunto com adolescentes permitirá que eles compartilhem suas dúvidas e aflições, promovendo a vivência da sexualidade mais tranqüila e segura.</p>
<blockquote><p>Gabriela Azevedo é psicóloga, mestre pela USP e especialista em adolescência.<br />
Contato: gabriela@gabrielaazevedo.com.br<br />
Tel: (11) 3284-2078</p></blockquote>
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		<title>Culto ao corpo</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 15:57:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiana Neves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Social]]></category>
		<category><![CDATA[culto ao corpo]]></category>
		<category><![CDATA[estética]]></category>
		<category><![CDATA[padrão de beleza]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para ampliar! Até onde somos capazes?! Em nossa sociedade capitalista e de consumo, o corpo é fonte de energia e para atingir um corpo saudável, sacrifícios tem sido realizados para atingir o estereotipo de beleza e se enquadrar nas medidas, regras, peso e volume. A sociedade brasileira atravessa um momento em que as pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 class="mceTemp">
<dl id="attachment_529" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/culto-ao-corpo.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-529 " title="culto ao corpo" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/culto-ao-corpo-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Clique para ampliar!</dd>
</dl>
</h2>
<h2>Até onde somos capazes?!</h2>
<p>Em nossa sociedade capitalista e de consumo, o corpo é fonte de energia e para atingir um corpo saudável, sacrifícios tem sido realizados para atingir o estereotipo de beleza e se enquadrar nas medidas, regras, peso e volume.<br />
A sociedade brasileira atravessa um momento em que as pessoas estão investindo em meios para que a sua estética corporal seja cada vez mais aperfeiçoada, onde academias, cirurgias plásticas, uso de medicamentos fototerápicos, cremes, choques e agulhas formam uma grande arma para combater a insatisfação física, principalmente dos jovens. Nossa estética, nossa moda, nossos costumes, nossas emoções, praticamente tudo hoje está voltado para o corpo &#8211; sobretudo se ele é jovem e belo. A todo o momento somos bombardeados com mensagens liminares e subliminares que nos pedem que vendamos nossas idéias em troca de nossos corpos, como se nossa salvação dependesse da boa forma e da boa aparência.<br />
Cada vez mais a juventude constrói o seu corpo, seja nas academias, aumentando músculos, ou por meio de cirurgia plásticas, com implantes de silicone no peito, perna, seios, lábios etc. Contudo, atualmente cada um se torna empresário de sua aparência, está em jogo comprar o corpo desejado, modificá-lo a cada estação, pavoneá-lo sempre nas ruas, praias, nos shows, atrás do trio elétrico. Entretanto, duas questões vêm preocupando médicos, nutricionista e psicólogos: padrões de estética impostos e globalizados via mídia, que afetam e atingem a auto-estima e transtornos alimentares. As solicitações contemporâneas para que os indivíduos modifiquem sua aparência, administrem a sua interrupta metamorfose física e mental, envolve as pessoas no culto ao corpo, uma das grandes expressões da atualidade.<br />
Na busca de qualidade total de vida, atividades físicas, alimentação saudável, check-up periódicos são medidas indispensáveis para garantir a boa saúde, e de quebra, atender as exigências dos atuais padrões de beleza. São, portanto, bem vindas, não devendo esquecer, porém que constituem uma parte do que deve ser um apelo projeto de busca de saúde integral com moderações. As demandas espirituais (para quem acha importante), sociais, psicológicas, também devem ser contempladas. Isto significa corpo, mente e espírito equilibrados, condição essencial para a saúde total. No entanto o que percebo é a grande maioria querendo participar da sinfonia do corpo magnífico, quase atualizando as intolerantes teses estéticas dos nazistas.</p>
<h2 class="mceTemp">
<dl id="attachment_530" class="wp-caption alignright" style="width: 160px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/medida-certa.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-530 " title="medida certa" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/medida-certa-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Clique para ampliar!</dd>
</dl>
</h2>
<p>Anônimos, os feios simplesmente recusam seus corpos. É que vivemos a supremacia da aparência. A fotografia, o filme, a televisão e o espelho das academias dão ao homem moderno o conhecimento objetivo de sua própria imagem e a forma subjetiva que ele deve aos olhos de seus semelhantes. Numa sociedade de consumo, estética surge como motor do bom desenvolvimento da existência.<br />
A feiúra é vívida como um drama. Daí a multiplicação de fábricas de “beleza”, dos programas televisivos que constroem e re-constroem uma estética e como não dizer uma nova personalidade! Os pagamentos a perder de vista parecem garantir, graças a prótese, um novo corpo: formal, mecânico, teatral. Implantes de silicone, lipoaspiração, anabolizantes, dietas milagrosas, anorexia, bulimia e a mais a ditadura das academias; os adolescentes do ano 2000 sofrem na carne um novo tipo de escravidão: aquele dos parâmetros de beleza absoluta, que lhe são cobrados como condição fundamental para terem acesso a uma vida feliz e realizada. Para as meninas o drama é ainda maior. Se desapareceram o asfixiante espartilho, as pesadas anáguas do início do século, os sapatos da china atrofiando os pés, a moldagem segundo um padrão ideal desloca-se agora para o próprio corpo &#8211; a ser trabalhado, construído, esculpido até atingir o nível exibido pelas modelos da hora. Eis que o silicone predomina, alguns calçados deformam em nome da beleza ou pelo estereotipo criado por programas televisivos que atualmente vendem um pacote pronto, onde uma equipe multidisciplinar trabalha afinco para atingir o estereotipo de beleza e quem sabe criar novos conflitos de identidades, quando os interessados em adquirir um novo padrão de beleza se deparam com o espelho.</p>
<p>Referência: FEATHERSTONE,M.. O curso da vida: corpo, cultura e o imaginário no processo de envelhecimento.coleção de textos didáticos.Unicamp-IFCH. São paulo;1994.</p>
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		<title>Câncer Infantil e Terapias Auxiliares</title>
		<link>http://www.psicologaonline.com.br/artigos-cientificos/cancer-infantil-e-terapias-auxiliares/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 18:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávia Rezende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[O câncer continua sendo um assunto muito delicado, e por vezes encarado até como um tabu, principalmente quando se trata do câncer infantil. A complexidade deste assunto me levou, no ano de 2004, a pesquisar sobre o tema focando a pesquisa na utilização da “terapia do riso” e paralelamente a ação de ong&#8217;s e grupos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O câncer continua sendo um assunto muito delicado, e por vezes encarado até como um tabu, principalmente quando se trata do câncer infantil. A complexidade deste assunto me levou, no ano de 2004, a pesquisar sobre o tema focando a pesquisa na utilização da “terapia do riso” e paralelamente a ação de ong&#8217;s e grupos que realizam estes trabalhos, com o objetivo de verificar se existe influência entre estas terapias auxiliares e melhora do quadro no tratamento do câncer infantil.</p>
<div id="attachment_100" class="wp-caption aligncenter" style="width: 247px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/imagem2.jpg"><img class="size-full wp-image-100" title="evolucao-riso" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/imagem2.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="237" height="97" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>É importante observar o desenvolvimento da criança, que mesmo doente continua acontecendo e essa é uma das funções do psicólogo dentro da psico-oncologia, orientar os pais e profissionais da saúde, conscientizando que a criança possui um lado saudável e é este lado que deve ser explorado até mesmo para melhoria do quadro da doença.</p>
<p>O riso é uma manifestação fisiológica, que ativa nervos e músculos, causando efeitos sobre a circulação, respiração e outros sistemas, libera endorfina e serotonina, substâncias responsáveis pela sensação de bem estar e alívio da dor, aumenta a pressão arterial, a freqüência cardíaca, a quantidade de oxigênio captado pelos pulmões e facilita a saída do gás carbônico, e fortalece as defesas do corpo.</p>
<p><span id="more-70"></span></p>
<p>Freud explica em “Os chistes e sua relação com o inconsciente”, que o humor é uma eliminação da censura, um mecanismo de defesa presente nas pessoas que são mostradas por “transferência” de objetos ou situações. Assim, o humor consegue contornar um obstáculo e retirar uma forma de prazer que este mesmo obstáculo lhe privava, achando uma fonte de prazer no que foi inibido e reprimido.</p>
<p>Analisando contextos culturais, foi observado que o palhaço é o único arquétipo presente em todas as culturas do mundo e em todas as etapas de evolução da humanidade. Sem ter medo de ser ridículo, o palhaço é curioso e só descobre o significado das coisas somente depois de explorado, tornando-se divertido e inesperado. A sua capacidade de transformar fatos geradores de tensão em momentos engraçados, ajuda a lidar com a vulnerabilidade humana, a superar dificuldades, estimulando diferentes reações de comportamento.</p>
<p>Em 1986, um palhaço americano chamado Michael Christensen, sugeriu fazer uma visita às crianças de um hospital de Nova York que não puderam comparecer ao circo, assim começou um projeto chamado &#8216;Clown Care Unit&#8217;, que consistia num grupo de artistas especialmente treinados para levar alegria às unidades hospitalares.</p>
<div id="attachment_101" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/tit_osdoutores.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-101" title="doutores-da-alegria" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/tit_osdoutores-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Em 1991, um integrante deste grupo (Wellington Nogueira) trouxe o projeto ao Brasil, fazendo com que a partir daí surgissem projetos similares como os Doutores da Alegria, Risomundi, Viva e Deixe Viver, Projeto Arco-Íris, Projeto Felicidade e muitos outros que têm como proposta realizar visitas semanais às crianças hospitalizadas com o objetivo de devolver às crianças a felicidade e o prazer de vida que raramente apresentam quando são hospitalizadas, fazendo com que liberem suas fantasias e criatividade.</p>
<p>No vídeo Globo Ciênica Saúde de 1995 a psicóloga e orientadora do grupo Doutores da Alegria, Morgana Masetti diz que após as visitas do grupo 57% dos pais das crianças internadas percebem uma mudança positiva no comportamento delas, tornando-se mais ativas e dispostas. Estes trabalhos tendem a colaborar com o processo de humanização hospitalar e acelerar o processo de recuperação física e psicológica da criança em tratamento.<br />
Apesar de ser comprovado que estes artistas e voluntários acabam tendo um papel fundamental na recuperação dos pacientes, é importante lembrar que a atuação destes grupos não tem objetivo terapêutico, mas sim uma interação artística entre o paciente, médico e doença.<br />
As terapias auxiliares realizadas dentro de hospitais são baseadas na expressão do que normalmente é inibido e reprimido, os trabalhos lúdicos realizados por psicólogos, permitem tratar de maneira mais fácil os assuntos e problemas que afetam as crianças e tudo em torno delas, possibilitando um melhor tratamento e dando mais força e coragem à criança, para que no caso de pacientes cancerosos, passem a enfrentar melhor a doença.</p>
<p><a title="ulapsi" href="http://www.ulapsi.org/cdrom/portugues/autor_4.php?uid=480&amp;tipo=PESQ&amp;codigo=202" target="_blank"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-102" title="ulapsi" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/logo_pt-150x150.gif" alt="" width="150" height="150" /></a>Esta pesquisa rendeu uma bela apresentação de um painel no I Congresso Latino-Americano da Psicologia – ULAPSI, realizado em abril de 2005 no Memorial da América Latina. Confira a programação completa deste e de outros trabalhos clicando na imagem ao lado.</p>
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		<title>O impacto do diagnóstico de câncer infantil para a família</title>
		<link>http://www.psicologaonline.com.br/psicologia/desenvolvimento/infantil/o-impacto-do-diagnostico-de-cancer-infantil-para-a-familia/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 01:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiane Gama</dc:creator>
				<category><![CDATA[Infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[Poderia o diagnóstico de uma doença influenciar no modo de vida do paciente, após a cura? Conforme afirma Daniele Brun (1996), o diagnóstico de câncer coloca pacientes e familiares próximos à questão da morte possível, do sentido da vida, da dor insuportável, mesmo depois da cura. O término do tratamento não é suficiente para distanciá-los [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/imagem1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-62" title="Patch Adams" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/imagem1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Poderia o diagnóstico de uma doença influenciar no modo de vida do paciente, após a cura?</p>
<p>Conforme afirma Daniele Brun (1996), o diagnóstico de câncer coloca pacientes e familiares próximos à questão da morte possível, do sentido da vida, da dor insuportável, mesmo depois da cura. O término do tratamento não é suficiente para distanciá-los dessas questões. Existe, portanto, uma defasagem entre cura física e a assim chamada cura psíquica.<br />
O diagnóstico é um momento decisivo, pois é a partir dele que todo o tratamento será orientado.<br />
O câncer ocorre devido ao funcionamento desordenado dos órgãos causando a multiplicação e divisão descontrolada das células.<br />
Conforme o Departamento de Pediatria do Hospital do Câncer (2003) as células cancerígenas em crianças se desenvolvem a partir das células embrionárias primitivas e em geral tem um crescimento e multiplicação mais rápida do que no adulto. No Brasil atualmente, a cada quatro crianças acometidas pelo câncer, três crianças são curadas.<br />
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Desde o diagnóstico de câncer acontecem alterações na rotina e dinâmica familiar de uma criança com câncer. Esta criança se depara com questões nunca antes vividas, como: hospitalização, uso de medicamentos, quimioterapia e outras situações que a afasta do convívio com familiares e amigos.<br />
Mas, quando engajadas, no tratamento, criança e família, é possível um cuidado menos traumatizante, possibilitando um restabelecimento seguro e preocupado com as mudanças emocionais e psíquicas da criança, dando ao hospital uma característica mais humana. Portanto, a notícia de câncer infantil tem que ser clara e transcorrer de uma forma de fácil entendimento, observando o quanto de informações a respeito da doença a família quer e pode suportar neste primeiro momento, pois o diagnóstico não deve ser dado em apenas uma entrevista ou consulta.<br />
Um aspecto importante a ser tratado na consulta de comunicação do diagnóstico e que não deve ser “esquecido” é o tratamento e como este deve transcorrer.<br />
Após o impacto causado pelo diagnóstico do câncer em seu filho e após passar por todas as etapas de tratamento, os pais de uma criança com câncer esperam ver logo o seu filho curado completamente, considerando o fim do tratamento como o início de uma nova fase na vida da criança e da família, a fase de recuperação, onde todos podem retomar suas atividades rotineiras e normais do dia-a-dia.<br />
Existe diferença no tratamento de uma criança e de um adulto, pois se espera que a criança passe por todos es etapas da vida, ou seja, cresça, estude, trabalhe, constitua uma família, porém as terapias são mais agressivas nas crianças.<br />
A criança deve ser comunicada, de modo que entenda o lhe é dito em uma linguagem que já esteja acostumada, para que assim, entenda o que está acontecendo com ela, aceitando e cooperando com o seu tratamento.<br />
Antes de visitar seus filhos, os pais devem ser alertados em relação ao que irão encontrar. Equipamentos como: monitores, tubos, cateteres, assim como o estado da criança e a necessidade de tudo isso, para que o impacto não aumente. A forma como o médico orienta o paciente e os pais da criança, pareceu determinante na relação que se estabeleceu com a doença, com o tratamento e com a equipe médica.<br />
Mesmo assim, não podemos excluir a subjetividade de cada familiar no momento da comunicação e elaboração do diagnóstico de câncer em seu filho.<br />
Em relação ao câncer infantil selar os destinos da família e da criança que a experiência vivida deixa marcas nas pessoas envolvidas, marcas essas que são suscitadas quando o paciente faz seus exames de rotina, porém essas marcas não devem se tornar algo paralisante para o paciente e a família retomarem suas atividades habituais.</p>
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