
O câncer continua sendo um assunto muito delicado, e por vezes encarado até como um tabu, principalmente quando se trata do câncer infantil. A complexidade deste assunto me levou, no ano de 2004, a pesquisar sobre o tema focando a pesquisa na utilização da “terapia do riso” e paralelamente a ação de ong's e grupos que realizam estes trabalhos, com o objetivo de verificar se existe influência entre estas terapias auxiliares e melhora do quadro no tratamento do câncer infantil. [caption id="attachment_100" align="aligncenter" width="237" caption="Clique para ampliar!"][/caption] É importante observar o desenvolvimento da criança, que mesmo doente continua acontecendo e essa é uma das funções do psicólogo dentro da psico-oncologia, orientar os pais e profissionais da saúde, conscientizando que a criança possui um lado saudável e é este lado que deve ser explorado até mesmo para melhoria do quadro da doença. O riso é uma manifestação fisiológica, que ativa nervos e músculos, causando efeitos sobre a circulação, respiração e outros sistemas, libera endorfina e serotonina, substâncias responsáveis pela sensação de bem estar e alívio da dor, aumenta a pressão arterial, a freqüência cardíaca, a quantidade de oxigênio captado pelos pulmões e facilita a saída do gás carbônico, e fortalece as defesas do corpo.

Poderia o diagnóstico de uma doença influenciar no modo de vida do paciente, após a cura? Conforme afirma Daniele Brun (1996), o diagnóstico de câncer coloca pacientes e familiares próximos à questão da morte possível, do sentido da vida, da dor insuportável, mesmo depois da cura. O término do tratamento não é suficiente para distanciá-los dessas questões. Existe, portanto, uma defasagem entre cura física e a assim chamada cura psíquica. O diagnóstico é um momento decisivo, pois é a partir dele que todo o tratamento será orientado. O câncer ocorre devido ao funcionamento desordenado dos órgãos causando a multiplicação e divisão descontrolada das células. Conforme o Departamento de Pediatria do Hospital do Câncer (2003) as células cancerígenas em crianças se desenvolvem a partir das células embrionárias primitivas e em geral tem um crescimento e multiplicação mais rápida do que no adulto. No Brasil atualmente, a cada quatro crianças acometidas pelo câncer, três crianças são curadas.