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	<title>Psicóloga &#124; Online! &#187; Infantil</title>
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		<title>Câncer Infantil e Terapias Auxiliares</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 18:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávia Rezende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[O câncer continua sendo um assunto muito delicado, e por vezes encarado até como um tabu, principalmente quando se trata do câncer infantil. A complexidade deste assunto me levou, no ano de 2004, a pesquisar sobre o tema focando a pesquisa na utilização da “terapia do riso” e paralelamente a ação de ong&#8217;s e grupos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O câncer continua sendo um assunto muito delicado, e por vezes encarado até como um tabu, principalmente quando se trata do câncer infantil. A complexidade deste assunto me levou, no ano de 2004, a pesquisar sobre o tema focando a pesquisa na utilização da “terapia do riso” e paralelamente a ação de ong&#8217;s e grupos que realizam estes trabalhos, com o objetivo de verificar se existe influência entre estas terapias auxiliares e melhora do quadro no tratamento do câncer infantil.</p>
<div id="attachment_100" class="wp-caption aligncenter" style="width: 247px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/imagem2.jpg"><img class="size-full wp-image-100" title="evolucao-riso" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/imagem2.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="237" height="97" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>É importante observar o desenvolvimento da criança, que mesmo doente continua acontecendo e essa é uma das funções do psicólogo dentro da psico-oncologia, orientar os pais e profissionais da saúde, conscientizando que a criança possui um lado saudável e é este lado que deve ser explorado até mesmo para melhoria do quadro da doença.</p>
<p>O riso é uma manifestação fisiológica, que ativa nervos e músculos, causando efeitos sobre a circulação, respiração e outros sistemas, libera endorfina e serotonina, substâncias responsáveis pela sensação de bem estar e alívio da dor, aumenta a pressão arterial, a freqüência cardíaca, a quantidade de oxigênio captado pelos pulmões e facilita a saída do gás carbônico, e fortalece as defesas do corpo.</p>
<p><span id="more-70"></span></p>
<p>Freud explica em “Os chistes e sua relação com o inconsciente”, que o humor é uma eliminação da censura, um mecanismo de defesa presente nas pessoas que são mostradas por “transferência” de objetos ou situações. Assim, o humor consegue contornar um obstáculo e retirar uma forma de prazer que este mesmo obstáculo lhe privava, achando uma fonte de prazer no que foi inibido e reprimido.</p>
<p>Analisando contextos culturais, foi observado que o palhaço é o único arquétipo presente em todas as culturas do mundo e em todas as etapas de evolução da humanidade. Sem ter medo de ser ridículo, o palhaço é curioso e só descobre o significado das coisas somente depois de explorado, tornando-se divertido e inesperado. A sua capacidade de transformar fatos geradores de tensão em momentos engraçados, ajuda a lidar com a vulnerabilidade humana, a superar dificuldades, estimulando diferentes reações de comportamento.</p>
<p>Em 1986, um palhaço americano chamado Michael Christensen, sugeriu fazer uma visita às crianças de um hospital de Nova York que não puderam comparecer ao circo, assim começou um projeto chamado &#8216;Clown Care Unit&#8217;, que consistia num grupo de artistas especialmente treinados para levar alegria às unidades hospitalares.</p>
<div id="attachment_101" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/tit_osdoutores.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-101" title="doutores-da-alegria" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/tit_osdoutores-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Em 1991, um integrante deste grupo (Wellington Nogueira) trouxe o projeto ao Brasil, fazendo com que a partir daí surgissem projetos similares como os Doutores da Alegria, Risomundi, Viva e Deixe Viver, Projeto Arco-Íris, Projeto Felicidade e muitos outros que têm como proposta realizar visitas semanais às crianças hospitalizadas com o objetivo de devolver às crianças a felicidade e o prazer de vida que raramente apresentam quando são hospitalizadas, fazendo com que liberem suas fantasias e criatividade.</p>
<p>No vídeo Globo Ciênica Saúde de 1995 a psicóloga e orientadora do grupo Doutores da Alegria, Morgana Masetti diz que após as visitas do grupo 57% dos pais das crianças internadas percebem uma mudança positiva no comportamento delas, tornando-se mais ativas e dispostas. Estes trabalhos tendem a colaborar com o processo de humanização hospitalar e acelerar o processo de recuperação física e psicológica da criança em tratamento.<br />
Apesar de ser comprovado que estes artistas e voluntários acabam tendo um papel fundamental na recuperação dos pacientes, é importante lembrar que a atuação destes grupos não tem objetivo terapêutico, mas sim uma interação artística entre o paciente, médico e doença.<br />
As terapias auxiliares realizadas dentro de hospitais são baseadas na expressão do que normalmente é inibido e reprimido, os trabalhos lúdicos realizados por psicólogos, permitem tratar de maneira mais fácil os assuntos e problemas que afetam as crianças e tudo em torno delas, possibilitando um melhor tratamento e dando mais força e coragem à criança, para que no caso de pacientes cancerosos, passem a enfrentar melhor a doença.</p>
<p><a title="ulapsi" href="http://www.ulapsi.org/cdrom/portugues/autor_4.php?uid=480&amp;tipo=PESQ&amp;codigo=202" target="_blank"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-102" title="ulapsi" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/logo_pt-150x150.gif" alt="" width="150" height="150" /></a>Esta pesquisa rendeu uma bela apresentação de um painel no I Congresso Latino-Americano da Psicologia – ULAPSI, realizado em abril de 2005 no Memorial da América Latina. Confira a programação completa deste e de outros trabalhos clicando na imagem ao lado.</p>
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		<title>O impacto do diagnóstico de câncer infantil para a família</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 01:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiane Gama</dc:creator>
				<category><![CDATA[Infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[Poderia o diagnóstico de uma doença influenciar no modo de vida do paciente, após a cura? Conforme afirma Daniele Brun (1996), o diagnóstico de câncer coloca pacientes e familiares próximos à questão da morte possível, do sentido da vida, da dor insuportável, mesmo depois da cura. O término do tratamento não é suficiente para distanciá-los [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/imagem1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-62" title="Patch Adams" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2008/12/imagem1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Poderia o diagnóstico de uma doença influenciar no modo de vida do paciente, após a cura?</p>
<p>Conforme afirma Daniele Brun (1996), o diagnóstico de câncer coloca pacientes e familiares próximos à questão da morte possível, do sentido da vida, da dor insuportável, mesmo depois da cura. O término do tratamento não é suficiente para distanciá-los dessas questões. Existe, portanto, uma defasagem entre cura física e a assim chamada cura psíquica.<br />
O diagnóstico é um momento decisivo, pois é a partir dele que todo o tratamento será orientado.<br />
O câncer ocorre devido ao funcionamento desordenado dos órgãos causando a multiplicação e divisão descontrolada das células.<br />
Conforme o Departamento de Pediatria do Hospital do Câncer (2003) as células cancerígenas em crianças se desenvolvem a partir das células embrionárias primitivas e em geral tem um crescimento e multiplicação mais rápida do que no adulto. No Brasil atualmente, a cada quatro crianças acometidas pelo câncer, três crianças são curadas.<br />
<span id="more-61"></span><br />
Desde o diagnóstico de câncer acontecem alterações na rotina e dinâmica familiar de uma criança com câncer. Esta criança se depara com questões nunca antes vividas, como: hospitalização, uso de medicamentos, quimioterapia e outras situações que a afasta do convívio com familiares e amigos.<br />
Mas, quando engajadas, no tratamento, criança e família, é possível um cuidado menos traumatizante, possibilitando um restabelecimento seguro e preocupado com as mudanças emocionais e psíquicas da criança, dando ao hospital uma característica mais humana. Portanto, a notícia de câncer infantil tem que ser clara e transcorrer de uma forma de fácil entendimento, observando o quanto de informações a respeito da doença a família quer e pode suportar neste primeiro momento, pois o diagnóstico não deve ser dado em apenas uma entrevista ou consulta.<br />
Um aspecto importante a ser tratado na consulta de comunicação do diagnóstico e que não deve ser “esquecido” é o tratamento e como este deve transcorrer.<br />
Após o impacto causado pelo diagnóstico do câncer em seu filho e após passar por todas as etapas de tratamento, os pais de uma criança com câncer esperam ver logo o seu filho curado completamente, considerando o fim do tratamento como o início de uma nova fase na vida da criança e da família, a fase de recuperação, onde todos podem retomar suas atividades rotineiras e normais do dia-a-dia.<br />
Existe diferença no tratamento de uma criança e de um adulto, pois se espera que a criança passe por todos es etapas da vida, ou seja, cresça, estude, trabalhe, constitua uma família, porém as terapias são mais agressivas nas crianças.<br />
A criança deve ser comunicada, de modo que entenda o lhe é dito em uma linguagem que já esteja acostumada, para que assim, entenda o que está acontecendo com ela, aceitando e cooperando com o seu tratamento.<br />
Antes de visitar seus filhos, os pais devem ser alertados em relação ao que irão encontrar. Equipamentos como: monitores, tubos, cateteres, assim como o estado da criança e a necessidade de tudo isso, para que o impacto não aumente. A forma como o médico orienta o paciente e os pais da criança, pareceu determinante na relação que se estabeleceu com a doença, com o tratamento e com a equipe médica.<br />
Mesmo assim, não podemos excluir a subjetividade de cada familiar no momento da comunicação e elaboração do diagnóstico de câncer em seu filho.<br />
Em relação ao câncer infantil selar os destinos da família e da criança que a experiência vivida deixa marcas nas pessoas envolvidas, marcas essas que são suscitadas quando o paciente faz seus exames de rotina, porém essas marcas não devem se tornar algo paralisante para o paciente e a família retomarem suas atividades habituais.</p>
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