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	<title>Psicóloga &#124; Online! &#187; Geral</title>
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		<title>Psicologia do Sono</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 15:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiana Neves</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_535" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/sono-e-morte.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-535 " title="Hipnos e Tanatos (Waterhouse - 1874)" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/sono-e-morte-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Atualmente a comunidade científica discute cada vez mais a importância do sono e de sua qualidade, já que sua alteração pode trazer diversas repercussões clínicas e comportamentais. O sono, fonte de interesse científico, é para alguns pesquisadores uma incógnita. A palavra sono nos vem do latim somnus; em grego é <em>Hipnos</em>. De acordo com a mitologia, <em>Hipnos</em> é irmão gêmeo de <em>Tânatos</em> (que significa morte), nascido de <em>Nix</em> (noite) por partenogênese (desenvolvimento a partir de um óvulo não fecundado). Em grego, <em>Yrvos</em> (Hýpnos) vem da raiz indo-européia <em>swep</em> (dormir, aquietar-se) e a palavra <em>urvos</em> (Hýpnos) deu origem ao <em>swebban</em> (fazer adormecer, matar, no inglês antigo).<br />
Assim, o sono é algo que causa o interesse de estudiosos e historiadores desde a origem dos tempos. É vital.<br />
As horas que são entregues ao sono afetam de modo geral a saúde humana. Porém, mais relevante que a quantidade é a qualidade do sono. De acordo com Reimão (2000) o indivíduo pode chegar a passar cerca de um terço da sua existência em sono. Entretanto, o número de horas de sono para adultos pode variar muito, para mais ou para menos, e a diferença entre a sensação de sono adequado ou insuficiente é a qualidade, essência fundamental que irá definir a conseqüência no dia posterior, a ausência de sono no decorrer do dia e o fato de sentir-se refeito.<br />
A medicina ao envolver-se com a problemática do sono, concentrou-se na compreensão deste estado fisiológico complexo e de sua arquitetura, regulação, função e fisiologia, utilizando-se de um suporte de aparelhos eletrofisiológicos com capacidade para registrar a atividade elétrica cerebral nos seres humanos, visando uma perspectiva cientifica para as variáveis levantadas.<br />
Em 1929, com o desenvolvimento do eletroencefalograma (EEG) por Hans Berger, o sono era considerado como um fenômeno passivo. Acreditou-se também que o sono se desse por deficiência, pois o cérebro não receberia mais os impulsos nervosos provenientes dos órgãos dos sentidos; o sono era considerado como uma simples diminuição do estado desperto. Em 1953, com a descoberta do sono paradoxal ou sono REM (rapid eyes movement – movimento rápido dos olhos), chegou-se ao ponto de que o sono é um fenômeno ativo. (SOUZA; GUIMARÃES, 1999).<br />
Além da identificação do sono com movimentos oculares rápidos (REM), em 1953, outro fato que despertou o entendimento do sono foi o redimensionamento do hipotálamo no controle do sono-vigília em 1998, antes atribuído apenas a estruturas localizadas no tronco cerebral e tálamo. (ALOE; AZEVEDO; HASAN, 2005).<br />
Com a descoberta do sono REM veio à confirmação de que o sono não é um estado tranqüilo, onde o corpo funciona em marcha lenta. Das pessoas que são acordadas durante o sono REM, 80% se lembram com nitidez de estar sonhando naquele momento. (USHER, 1991).<br />
A este estado fisiológico, comum a todos os vertebrados e a quase todos os animais, o sono, apesar de cercado por mistério e fascinação tem seu estudo científico iniciado recentemente em meados do século XX. Por ser um tema amplamente estudado, mas ao mesmo tempo ainda obscuro, o conceito de sono é algo que apresenta algumas divergências de autor para autor.<br />
Este estado fisiológico complexo, o sono, não deve ser considerado somente como um estado de desligamento da rotina diária, tampouco como perda de tempo, ou extensão do dia como para muitos, a real importância do sono deve ser descoberta pela sociedade em geral. Estudantes, trabalhadores, pais e mestres precisam reconhecer que durante o sono nosso organismo desempenha diversas funções essenciais para nosso equilíbrio físico e mental.<br />
Os distúrbios do sono acarretam em um grande número de acidentes de trânsito e ocupacionais. Os custos e as conseqüências relacionadas aos distúrbios do sono podem ser direta e indiretamente significante a toda sociedade. Desde acidentes domésticos, ocupacionais, de trânsito, entre outros, os distúrbios do sono podem produzir seqüelas maiores. Indivíduos com distúrbio do sono, não expõem apenas a sua saúde, mas compromete toda sociedade em um risco de acidente de transito ou de trabalho/industrial.<br />
De acordo com Martinez (1999) dominar o sono deveria ser uma meta de qualquer governo sábio. Continua-se, entretanto, ignorando a cadeia do sono e considerando-os inevitáveis. O sono é algo que foge do nosso controle, e ainda que se tente encurtar o tempo desta condenação, nos enganamos, já que apenas parcelamos a sentença em cochilos esporádicos. A insônia é uma vitória sobre a prepotência do sono, mas pagamos por ela com olheiras e a mente embotada do dia seguinte, pois o sono é vingativo.</p>
<div id="attachment_536" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/sono.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-536 " title="insônia" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/sono-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Segundo Madalena (1979), a maioria dos autores divide a patologia do sono em distúrbios para menos (hipossônia) e distúrbios para mais (hipersônia). A hipossônia, ou seja, a falta de sono pode estar relacionada com a faixa etária, de modo que o sujeito não se sente diretamente atingido, conseguindo ter estabilidade para a realização da sua rotina, entretanto, quando decorre de uma desordem funcional, doença orgânica ou tensão psíquica ela se torna patológica e conseqüentemente, o sujeito sente-se diretamente afetado física e psiquicamente. Já a hipersônia, que é identificada como o estado de sonolência excessiva, pode ser espontânea ou provocada, transitória ou permanente. A sonolência pode apresentar-se como fisiológica ou condicionada por inúmeros fatores.<br />
Com base em diferentes autores e épocas, percebo que a má qualidade do sono traz inúmeros transtornos que podem prejudicar o indivíduo em todas as áreas, desde a social, emocional até a laboral. Quer por opção ou devido à demanda e exigências da sociedade atual somos constantemente expostos à privação de sono e a seus conseqüentes efeitos adversos.</p>
<p>REFERÊNCIAS:<br />
REIMÃO, R. Temas de medicina do sono. São Paulo: Lemos Editorial, 2000.<br />
SOUZA, J. C.; GUIMARÃES, A. M. Insônia e qualidade de vida. Campo Grande – MS: Editora UCDB, 1999.<br />
ALOE, F.; AZEVEDO, A. P. de; HASAN, R. Mecanismos do ciclo sono-vigília. Revista Brasileira de Psiquiatria, maio 2005, vol.27 supl. 1, p.33-39. ISSN 1516-4446.<br />
MADALENA, J. C. O sono. Porto Alegre: Fundo Editorial Byk Procienx, 1979.</p>
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		<title>O Psicodrama e seu criador</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 18:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávia Rezende</dc:creator>
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<div id="attachment_493" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/07/jacob_moreno.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-493  " title="Jacob Levy Moreno" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/07/jacob_moreno-150x150.jpg" alt="Jacob Levy Moreno" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<h3>“Mais importante que a evolução da criação, é a evolução do criador”.<br />
J. L. Moreno</h3>
<p>Jacob Levy Moreno nasceu em maio de 1889, descendente de judeus, fruto de um casamento de conveniência. Um garoto que sempre foi tratado de maneira diferente, que desenvolveu desde criança sentimentos megalomaníacos, Moreno passou grande parte da sua vida em Viena. Era o orgulho da família. Seu pai sugeriu que fosse médico, e assim, o jovem passou a internalizar os desejos do pai. Na adolescência começou a se interessar pelo existencialismo, grande estudioso de Nietzsche, Dostoievski, Kierkegaard, entre outros, alimentando suas essências filosóficas e religiosas.<br />
Na Universidade de Viena, Jacob com uma postura nada ortodoxa, se diferencia dos demais usando uma capa verde, fundando a Religião do Encontro e mais tarde, junto de alguns simpatizantes, a Casa do Encontro, que se ocupava de receber pessoas de qualquer parte e qualquer tipo para ajudá-los em qualquer necessidade, funcionando como uma comunidade com debates existencialistas e religiosos.<br />
Além de estudos e publicações, Moreno tinha outros passatempos que mais tarde se tornariam parte de uma prática profissional. Os trabalhos com crianças, com jogos e encenações no parque, levariam à criação do Teatro das crianças; o trabalho com prostituas, que lhes ofereciam cuidados físicos e emocionais e direitos trabalhistas, tem grande importância na criação da psicoterapia de grupo; e, a assistência que oferecia aos refugiados em campos de guerra mais tarde influenciaria o desenvolvimento da sociometria.<br />
Na época em que Viena passava por um processo de revolução na arte e na psiquiatria, Moreno começa a se envolver com escritores e intelectuais da Áustria, tornando-se co-criador do jornal <em>Daimon</em>, o que influencia o início de suas publicações. Mas, apesar de ter sido a força organizadora do projeto, não se sentia à vontade com trabalhos que exigissem poucas ações e gradualmente se afastou deste projeto. Acabou se transferindo para Bad Vöslau, uma cidade próxima a Viena, e apaixonando-se por aquela que viria a ser sua primeira musa. Marianne exercitou bem o papel de musa do criador, sendo sua assistente e apoiando cada ação, pois ao lado dela Moreno inspirou-se para criar suas importantes obras e aos poucos consolidar sua teoria.<br />
Suas publicações <em>As palavras do pai</em> e <em>O Teatro da Espontaneidade</em> são obras clássicas e descrevem técnicas consideráveis. Cria o axiodrama ou o “teatro de conflito” que enfrenta as conservas culturais e afirma “nós todos somos deuses, criadores e co-criadores do universo” propondo uma tarefa revolucionária de integrar religião e ciência. O “teatro recíproco” ou terapêutico acaba sendo uma mistura de psicoterapia, crenças religiosas e sentido comunitário, quase que retomando a Religião do Encontro. O “teatro espontâneo” analisa o aqui e agora, a vida sendo representada por quem é vivida, surgindo também o sociodrama, que tem como objetivo explorar problemas emergentes do grupo voltados a valores e preconceitos.<br />
Como empreendedor Moreno ajudou a criar novas perspectivas de teatro enquanto espaço físico, com um projeto arquitetônico de um novo palco, e a inventar um gravador de músicas e vozes. Esta última lhe rendeu um convite de emigração aos Estados Unidos da América.<br />
Sem muito sucesso com o gravador Jacob tenta se restabelecer na América. Endividado, separado de Marianne, sem possibilidades de trabalho e perspectiva de recomeço, os primeiros 5 anos de Moreno nos EUA foram difíceis. Mas com habilidade de adaptação e bons contatos voltou a atuar na medicina, abriu um consultório em Nova York e dava conferências sobre seus trabalhos de espontaneidade.<br />
As mulheres na vida de Moreno parecem ter uma relação significativa com o desenvolvimento de suas obras. Assim que chegou aos EUA, Moreno teve que casar para conseguir um visto permanente, mas se divorciou amigavelmente depois do objetivo alcançado. Mais tarde conheceu Florence Bridge com quem ficou casado por 10 anos e teve uma filha, Regina Moreno. No entanto, seu casamento não lhe fazia feliz, porque Florence apesar de ter sido muito dedicada ao marido, admirando-o e bajulando-o, não lhe proporcionava a parceria que precisava.<br />
Celine Zerka Toeman entrou em sua vida demonstrando grande identificação com seu trabalho. Zerka Toeman tornou-se sua ego-auxiliar e mais a frente tornou-se Zerka Moreno, esposa e musa, existindo como fruto desta união Jonathan Moreno. Nenhuma outra mulher havia entrado tão profundamente na vida de Moreno. Ambos foram parceiros no amor e no trabalho chegando a ter publicações em conjunto. Na verdade, Zerka foi muito mais que musa inspiradora da criação, ela chegou a ser co-criadora, uma extensão dos pensamentos de Moreno, seu alterego em forma feminina.<br />
Dentre suas publicações, também devem ser considerados importantes os trabalhos que originaram o livro <em>Quem Sobreviverá?</em>, considerado um monumento à sociometria.<br />
Com o objetivo de atingir o desejo de difundir a espontaneidade e criatividade, Moreno elaborou as técnicas do Teatro do Improviso e o Psicodrama. O primeiro começou em Nova York, concentrado no aprendizado da espontaneidade, utilizando técnicas do jornal vivo e dramatização de conflitos apresentados por membros da platéia, sem necessariamente haver um trabalho terapêutico. O psicodrama enquanto método terapêutico se consolidou em Beacon, cidadezinha próxima à Nova York, onde Moreno construiu seu próprio hospital psiquiátrico, com o primeiro palco para teatro de psicodrama, dedicado a explorar medidas terapêuticas entre os pacientes. Os pacientes eram estimulados a dramatizar sua vida. Já estava usando os princípios de uma sessão psicodramática, havia o aquecimento, a dramatização e o compartilhamento, existindo também o protagonista, egos-auxiliares, diretor e platéia como elementos essenciais da sessão, já utilizando as técnicas de inversão de papéis, duplo e espelho. Mais tarde, a casa de Beacon tornaria um centro de formação das idéias de Moreno.<br />
Escreveu os três volumes de sua obra mais significativa <em>Psychodrama</em>, publicados no Brasil sob os títulos <em>Psicodrama</em>; <em>Fundamentos do Psicodrama</em>; e <em>Psicoterapia de Grupo e Psicodrama</em>. Dedicando-se também em criar os programas de formação de Psicodrama e Psicoterapia de Grupo. Com a popularização dos métodos psicodramáticos, Moreno viajava bastante fazendo conferências e conquistando sociólogos, psicólogos pessoas comuns e arduamente também os psiquiatras.<br />
Durante sua trajetória de vida tinha promovido vários embates entre psicanalistas e profissionais que não aceitavam a sua abordagem, mas a idade lhe tornou mais afável. Tendo recebido várias homenagens e condecorações em seu reconhecimento, inclusive de associações psiquiátricas dentro e fora dos EUA. Enfim, Moreno tinha atingido seu legado.<br />
Sua autobiografia acabou sendo seu último projeto intelectual. Após sofrer vários derrames Moreno decidiu por fim a sua vida, aquecendo-se para o momento de sua morte, levando apenas três semanas para despedir-se de sua família biológica e psicodramática. Fazendo cumprir a profecia da cigana de sua infância que um dia disse a sua mãe: “Chegará o dia em que ele será um grande homem. Pessoas de todo o mundo virão vê-lo”.</h4>
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		<title>Arthur Bispo do Rosário &#8211; gênio ou louco?</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 14:38:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávia Rezende</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_393" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/arthur-bispo2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-393 " title="arthur-bispo2" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/arthur-bispo2-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Arthur Bispo do Rosário (Sergipe, 1909 ou 1911 &#8211; Rio de Janeiro, RJ, 1989), foi um artista plástico brasileiro.<br />
Considerado louco por alguns e gênio por outros, a sua figura insere-se no debate sobre o pensamento eugênico, o preconceito e os limites entre a insanidade e a arte, no Brasil. A sua história liga-se também à da Colônia Juliano Moreira, instituição criada no Rio de Janeiro, na primeira metade do século XX, destinada a abrigar aqueles classificados como anormais ou indesejáveis (negros, pobres, alcóolatras e desviantes das mais diversas espécies).</p>
<p>Biografia<br />
Natural de Japaratuba-Sergipe, Arthur Bispo é descendente de escravos africanos, foi marinheiro na juventude, vindo a tornar-se empregado de uma tradicional família carioca.<br />
Na noite 22 de Dezembro de 1938, despertou com alucinações que o conduziram ao patrão, o advogado Humberto Magalhães Leoni, a quem disse que iria se apresentar à Igreja da Candelária. Depois de peregrinar pela rua Primeiro de Março e por várias igrejas do então Distrito Federal, terminou subindo ao Mosteiro de São Bento, onde anunciou a um grupo de monges que era um enviado de Deus, encarregado de julgar aos vivos e aos mortos. Dois dias depois foi detido e fichado pela polícia como negro, sem documentos e indigente, e conduzido ao Hospício Pedro II (o hospício da Praia Vermelha), primeira instituição oficial desse tipo no país, inaugurada em 1852, onde anos antes havia sido internado o escritor Lima Barreto (1881-1922).<br />
Um mês após a sua internação, foi transferido para a Colônia Juliano Moreira, localizada no subúrbio de Jacarepaguá, sob o diagnóstico de &#8220;esquizofrênico-paranóico&#8221;. Aqui recebeu o número de paciente 01662, e permaneceu por mais de 50 anos.</p>
<div id="attachment_394" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/arthur-bispo3.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-394 " title="arthur-bispo3" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/arthur-bispo3-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Em determinado momento, Bispo do Rosário passou a produzir objetos com diversos tipos de materiais oriundos do lixo e da sucata que, após a sua descoberta, seriam classificados como arte vanguardista e comparados à obra de Marcel Duchamp. Entre os temas, destacam-se navios (tema recorrente devido à sua relação com a Marinha na juventude), estandartes, faixas de mísses e objetos domésticos. A sua obra mais conhecida é o Manto da Apresentação, que Bispo deveria vestir no dia do Juízo Final. Com eles, Bispo pretendia marcar a passagem de Deus na Terra.<br />
Os objetos recolhidos dos restos da sociedade de consumo foram reutilizados como forma de registrar o cotidiano dos indivíduos, preparados com preocupações estéticas, onde se percebem características dos conceitos das vanguardas artísticas e das produções elaboradas a partir de 1960.<br />
Utilizava a palavra como elemento pulsante. Ao recorrer a essa linguagem manipula signos e brinca com a construção de discursos, fragmenta a comunicação em códigos privados.<br />
Inserido em um contexto excludente, Bispo driblava as instituições todo tempo. A instituição manicomial se recusando a receber tratamentos médicos e dela retirando subsídios para elaborar sua obra, e Museus, quando sendo marginalizado e excluído é consagrado como referência da Arte Contemporânea brasileira.<br />
Fonte: <a href="http://www.wikipedia.com">www.wikipedia.com</a></p>
<p>Veja os vídeos de suas obras. Exemplo belíssimo de que a arte a loucura andam juntas e se complementam desde de modelos terapeuticos até todas as possíveis formas de expressão e libertação.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dSKAMe0x5_0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/dSKAMe0x5_0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Teorias e Técnicas: em qual me apoiar?</title>
		<link>http://www.psicologaonline.com.br/psicologia/geral/teorias-e-tecnicas-em-qual-me-apoiar-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 16:11:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávia Rezende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Passamos anos na faculdade de psicologia, adquirindo diversos conhecimentos, conteúdos e diferentes teorias e técnicas de atuação, mas é no campo de trabalho que nos deparamos com a dificuldade de escolha e nos questionamos qual delas seria a mais adequada para utilizar. As teorias e práticas, apesar de parecem similares, acabam se modificando conforme o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_329" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/03/indice_psicoterapia.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-329" title="indice_psicoterapia" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/03/indice_psicoterapia-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Passamos anos na faculdade de psicologia, adquirindo diversos conhecimentos, conteúdos e diferentes teorias e técnicas de atuação, mas é no campo de trabalho que nos deparamos com a dificuldade de escolha e nos questionamos qual delas seria a mais adequada para utilizar.</p>
<p>As teorias e práticas, apesar de parecem similares, acabam se modificando conforme o período histórico. É claro que psicanálise será sempre psicanálise, os conceitos de consciente e inconsciente serão sempre os mesmos, mas a maneira de analisar estes conceitos é que acaba se modificando.</p>
<p>A psicologia é uma das disciplinas acadêmicas mais antigas, mas ao mesmo tempo uma das que mais se renova, pois o indivíduo de hoje não é o mesmo que Sigmund Freud analisava em meados de 1890. As novas abordagens tornaram-se necessárias devido às mudanças dos contextos e cultura em que o Homem é inserido.</p>
<p>Hoje, a demanda teve um crescimento considerável na necessidade da utilização de técnicas psicoterápicas baseadas em diferentes teorias e em ambientes nada convencionais, destoantes das tradicionais clínicas. Isso, muitas vezes faz com que os profissionais acabem se perdendo em seus atendimentos, principalmente em instituições como hospitais, ong’s e escolas, pois não encontram teoria e técnica apropriada para a demanda do local.</p>
<div id="attachment_328" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/03/freud-diva.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-328" title="freud-diva" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/03/freud-diva-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Talvez seja por isso que a critica de Fiorini em Teoria e técnica de psicoterapias (1984), diz que no campo das psicoterapias existem muitos problemas, pois o terapeuta na sua busca de dar por resolvido uma questão, não busca apoio em nenhuma teoria, mas faz uma “salada de teorias e técnicas” que possam resolver sua questão, e assim, sem perceber, acaba se perdendo no que acredita e se iludindo que tudo está dando certo.</p>
<p>Optar por um tipo de teoria para a prática diária do psicólogo cria a necessidade de constante estudo e pesquisa para nunca permitir que seu trabalho deixe de ser eficiente e traga resultados, mas ainda assim, a possibilidade de mudança também se faz presente.</p>
<p>Esse tipo de mudança não está previsto quando estamos fazendo o curso, tudo parece muito exato: você deve escolher entre psicanálise, analítica ou comportamental, pois as faculdades não abrem muito o “leque de opções”. Porém, quando a prática se inicia e as incertezas aparecem, nem sempre temos as respostas para tudo.</p>
<p>Ter a certeza de que nossa escolha teórica de hoje é a que nos apoiará para sempre em nossa rotina de trabalho é algo que saberemos ao longo do tempo, pois podemos descobrir um dia, talvez depois de muito tempo de formação, que aquela pode não ter sido a escolha mais adequada e que o comportamento humano pode ser analisado de forma diferente.</p>
<p>Percebemos ao longo do curso de Psicologia que as diversas teorias, surgiram através de questionamentos e assim foram se modificando, possibilitando novas percepções e desta forma, temos uma ciência que não está “finalizada” e nunca estará; as abordagens psicológicas ainda devem ser transformadas durante os anos.</p>
<p>E, por termos escolhido como vocação uma ciência experimental, não podemos também nos fechar ao que até aqui foi aprendido, ao contrário, devemos sempre continuar a pesquisar e aprender sobre novas técnicas e teorias da Psicologia.</p>
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