Por Roberto Shinyashiki
Como a maioria das decisões é tomada em momentos de rebeldia, seja na adolescência, seja no inconformismo assumido daqueles de mais de 40 anos, muitas vezes as pessoas definem aquilo que não querem, mas não têm claro o que preferem da vida. Não querem, por exemplo, um trabalho que exija viagens ou detestam mexer com números ou ainda não gostam de lidar com gente o dia inteiro.
Mas eliminar opções não significa que você encontrou alguma. Além de saber o que não preferimos, temos de definir aquilo que preferimos: a nossa vocação.
Como você vai se sentir melhor no jogo da vida: sendo um goleiro, um defensor ou um atacante? Querer transformar um artilheiro em goleiro será um problema para o jogador, para o time e para toda a torcida! A pessoa tem de estar onde se sente melhor e onde seus talentos podem ser usados plenamente. Isso não significa que o atacante não possa ajudar a defesa nem que o defensor não ajude o ataque, mas o importante é que cada um siga e desenvolva a sua verdadeira vocação.
Para encontrar a sua vocação é preciso controlar a ansiedade e aprender a conhecer melhor a si mesmo. Na maior parte das vezes, quando oriento algum executivo ou empresário numa fase em que precisa redefinir suas prioridades de vida, percebo que mal começo a responder a uma pergunta e ele já está levantando outra questão. Nesse tipo de busca, escutar é algo importantíssimo para descobrir nossa real vocação, especialmente quando essa voz de fora consegue despertar a voz interior.
Reservar alguns momentos para ficar em silêncio é fundamental para avaliar a própria vida e encontrar novos rumos. Gilberto Gil canta numa de suas canções: “Se eu quiser falar com Deus, tenho que ficar a sós”. Ele sabe que é preciso estar consigo mesmo para ouvir o Deus que existe em nosso interior. Devemos procurar um lugar silencioso, uma praia, talvez uma montanha, mas também pode ser o nosso quarto, longe de revistas, livros, televisão, computador, e ficar sentados ou caminhar para escutar essa voz interior, geralmente abafada pelas preocupações e correrias cotidianas.
Você é o único que pode criar esse tempo para pensar em sua vida. Não fuja de si mesmo. O grande encontro é com você. A pessoa que precisa conhecer hoje é você, com sua alma, com suas reais preferências.
Se conseguir vencer a tentação de fugir, terá a chance de se encontrar consigo mesmo. É um encontro solitário. Nesse silêncio interior começam a aparecer alguns arrependimentos, algumas lembranças do passado, e isso é ótimo! Você já está de novo no seu caminho. É hora de quitar algumas dívidas consigo mesmo e perceber que ainda há muito por fazer. Chegou o momento de ter uma conversa especial com a própria consciência. E aí… Muita sinceridade, e boa sorte!
Se você já consegue se escutar, faça agora algumas reflexões. Que tal conhecer melhor suas idéias acerca do futuro? Vale a pena visitar seus sonhos de adolescência. O que faltou para realizá-los? Será que eles ainda estão vivos dentro de você? O que gostaria de fazer de verdade na vida? Analise esses desejos independentemente das chances de torná-los realidade.
Na busca da vocação é bom também conversar com outras pessoas, mas dê prioridade sempre para ouvir a sua consciência. E não queira tomar decisões com muita rapidez. Deixe a decisão amadurecer. Não adianta, por exemplo, entrar precipitadamente numa faculdade para se arrepender dois meses depois. Há sempre um intervalo entre a conversa íntima e a tomada de decisão. É claro que podemos sentir angústias nesse meio-tempo. Por isso, paciência é fundamental. E, quando fizer a sua escolha, saiba que é somente o princípio de uma longa caminhada.
Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 14 títulos, entre eles: Sempre em Frente, Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada, Heróis de Verdade, Amar Pode Dar Certo, O Sucesso é Ser Feliz e A Carícia Essencial (http://shinyashiki.uol.com.br/)
Olá Aline!
Que bom que tenha gostado das dicas. A indecisão no momento de escolha profissional é muito comum, o que você pode fazer é pensar com calma em suas vontades e analisar melhor suas opções. Pense não somente no curso, mas pense também em como poderá ser a sua vida profissional depois do curso.
Caso ainda reste dúvidas, procure alguém que já trabalha na área escolhida e converse com o profissional. Também é importante pesquisar nas universidades a grade curricular do curso escolhido.
Continue acessando o site, pois traremos mais dicas sobre orientação profissional.
Abraços,
Psicóloga | Online!
Gostei muito do texto, acho mesmo muito importante ter tempo pra olhar pra dentro de nós..até consigo fazer essas reflexões só não consigo coloca-las em prática. Gosto deste tipo de leitura porque me faz pensar no assunto. Muito bom mesmo.
Nossa!Adorei…se você soubesse como minha cabeça e meu coração estão tão bagunçados…tenho tantas indecisões, tantas angústias…esse texto parece que achei na hora certa, foi um empurrazinho, sabe?
Obrigada!!!
Olá, estou muito confusa …
Começei minha faculdade mas não sei se é isso mesmo que eu quero ..
Não me identifiquei muito com o curs ..
E estou bastante apreenssiva em deixar, ou tentar para ver s edar certo ..
Obrigada pela atenção !!
…… estou decidida a ser uma pisigologa mas na situaçao de hj esta um pouco dificil mas nao impossivel espero que eu consiga….uma boa tarde
olá tenho 23 anos e sempre me fiz a seguinte pergunta,o que eu faço da minha vida,o que eu quero fazer,o que eu escolho fazer profissonalmente? sempre busque fazer algo me satisfizesse e que me deixasse feliz e realizada,passei por tres faculdades diferentes,cursos diferentez sem sucesso nehum,sempre desistindo pq eu via que não era aquilo que eu queria,e isso sempre foi muito frustante,pq tinha a pressão dos meu pais,da sociedade,e eu sempre me perguntando,do que será que eu gosto,o que eu tenho que fazer.O medo de tomar uma decisão e errar novamente em relação a que curso fazer na iniversidade me da muita insegurança,a única coisa que eu quero é encontar equilibrio é fazer alg por mim,pela minha vida,e ser feliz fazendo isso.Ando pensando muito em fazer psicologia,só que não quero dar um passo errado,me arrepender depois e me frustrar novamente,então por isso estou pesquisando muito sobre o curso,sobre o que estuda,em que areas eu vou poder atuar e principalmente se isso vai me deixar feliz.Estou em busca de auto conhecimento,de sabedoria,de equlibrio emocinoal,de studar o comportamento humano,de saber pq essas questões sobre essa confusão na mente humana ocorre tanto,e assim poder ajudar pessoas a superar e orienta-las a sair desse problema que eu estou passando,mais que acredito com convicção que vou achar uma saida e fazer a escolha certa.