Etimologicamente, a palavra motivo vem do latim “movere”, movimentar aquilo que faz mover, em conseqüência motivar significa provocar movimento.
A motivação deve necessariamente levar a um estado de satisfação pelo atendimento do estado de carências latentes. Por exemplo, a carência de afeto faz com que a pessoa organize seu comportamento de tal forma a conseguir a afeição que lhe falta.
Tão logo essa necessidade for atendida, surge outra que não tenha sido suprida com a função de reorganizar as ações da pessoa em outra direção.
“Um motivo é um concretamente – ele não é observável, ‘não existe’ efetivamente, mas é ‘criado’ pela pessoa para explicar a razão ou a necessidade que ela tem de fazer algo, de agir de uma determinada maneira. A função dos motivos é explicar aqueles comportamentos que deixam reconhecer a perseguição de um objetivo, existindo tantos motivos diferentes quanto categorias de relações entre os indivíduos e o meio ambiente.” (WINTERSTEIN).
Estudos comportamentalistas sobre a motivação dão ênfase no controle educacional, referindo-se ao tipo de reforço que se dá para uma pessoa. Oferecer algo interessante como resposta a um comportamento adequado é capaz de motivar, mantendo inclusive, a freqüência deste mesmo comportamento.
De outro lado, há contestação sobre o Comportamentalismo, definindo-o como um método limitador, tendo em vista uma resposta comportamental que ocorre apenas mediante uma proposta de reforço. Portanto, defende-se a idéia de estimular o ser humano de forma intrínseca, ou seja, de dentro para fora. Desta forma, não se cria a limitação imposta por reforços externos.
Motivar para a qualidade, portanto, está na base do ser humano, na sua essência. Naturalmente, e em combinação com objetivos comuns, é possível haver espaço para novos projetos, além de assegurar eficácia nos resultados.
A motivação para o comprometimento das pessoas a um programa de Qualidade Total encontra-se mais no fundo do que na forma.
Os novos tempos demandam mudanças na gestão das pessoas. Novos conceitos como a visão holística, deve fazer parte da cultura organizacional. O ser humano precisa encontrar o seu verdadeiro espaço na dimensão profissional. Ele deve sentir a sensação de pertencimento no todo. Para tanto, a liderança deve se preparar para servir, e não apenas ser servida. Os líderes atuam como facilitadores, que percebem as individualidades de seus seguidores, canalizando-as em prol da equipe, que por sua vez, dirige a sua energia partilhada para o todo da organização.
Estimula-se o desenvolvimento motivacional contando com a força intrínseca e extrínseca. Percebe-se o corpo e a alma das pessoas. A sua totalidade é bem vinda na vida profissional.
Ainda hoje, muitas empresas equivocadamente acreditam que apenas o salário, atendendo às necessidades fisiológicas e de segurança, é necessário para motivar um ser humano cujo estado normal de existência é de insatisfação. Observamos que quando um ser humano fica por muito tempo satisfeito com tudo, ele estagna e há motivo para preocupação, pois ele está fora de seu estado normal. Um aumento de salário, por exemplo, o entusiasma temporariamente, mas logo isso já não é mais suficiente para atender às inúmeras necessidades.
Vamos relembrar um pouco do significado de cada uma das necessidades, fazendo uma analogia com a vida dentro de uma empresa:
Acho que o artigo não é muito esclarecedor para leigos, ou seja, para quem não tem “uma certa intimidade com o assunto”. Elé está mais para estudantes do assunto. O que limita o próprio artigo. Creio que a autora deveria pensar em ampliar a discussão para um número maior de pessoas. Pois a mesma demonstra ter muito conhecimento sobre o assunto.
Selma Albuquerque
Adorei o artigo.. Me ajudou muito nos estudos para minha prova de Recursos Humanos.. bem esclarecedor.. Parabéns..!!
Delaine