
[caption id="attachment_559" align="alignleft" width="150" caption="Clique para Ampliar!"] [/caption] SER PSICÓLOGO Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade. Não apenas isso: é também uma notável dádiva. Desenvolvemos a habilidade da palavra, do olhar, das expressões, e até mesmo do silêncio. A capacidade de tirar lá de dentro ...



Por Roberto Shinyashiki. [caption id="attachment_399" align="alignleft" width="150" caption="Clique para ampliar!"][/caption] Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus ...

[caption id="attachment_231" align="alignleft" width="150" caption="Clique para ampliar!"][/caption] Já vesti branco, calcinha nova, pulei ondas, não dei as costas ao mar, acendi velas, presenteei Yemanjá... Até soube de recursos mais ousados, como mostrar as nádegas à Lua na hora “h”, mas preferi parar num bom prato de lentilhas... Este comportamento, embora seja comumente encontrado entre os adolescentes - em que o pensamento mágico fica em evidência – é também compartilhado por muitos maduros que apostam em pequenos rituais para garantir a chegada de um feliz ano novo. Superstições, pensamentos positivos, cada um ao seu modo carrega uma receita e na maioria dos casos a fórmula é pronta, ou seja, fruto de tradições. Ainda que sejamos considerados, desde o renascimento, uma civilização moderna, que por definição é o que se opõe a tradicional (e não sinônimo de contemporâneo), nós ainda executamos tradições, muitas já deturpadas, mesmo sem saber quando, onde e porque surgiram. O que vale nessa hora é: “Dá sorte? Então vamos que mal não vai fazer...”. Teorias muito antigas, em moda atualmente, que nos lembram a importância do poder dos nossos pensamentos, são talvez boas explicações para que estas ações – ainda que sem sentido racional – sejam válidas. Pouco importa, portanto o cenário, o figurino ou a alimentação da virada; daremos lugar à importância dos pensamentos e sentimentos gerados na fatídica noite.

[caption id="attachment_190" align="alignleft" width="150" caption="Clique para ampliar!"][/caption] Você passa quatro anos indo para o mesmo lugar todos os dias, vendo as mesmas pessoas, falando sobre o mesmo assunto, agüentando os mesmos professores chatos, idolatrando os mesmos professores ótimos, reclamando dos mesmos problemas, comendo o mesmo salgado murcho, bebendo no mesmo boteco fedido. Você passa quatro anos querendo sair mais cedo da aula todos os dias, contando as moedas pra tirar mais uma das milhares de xerox, se revoltando com a quantidade de páginas da xerox, se perdendo nos corredores da biblioteca pra achar o bendito livro, se desesperando nas provas, quebrando a cabeça pra fazer uma pauta, deixando de dormir até mais tarde no fim de semana pra fazer o tal do trabalho, indo dormir mais tarde pra fazer o tal do trabalho. Isso tudo, sem contar o último ano, em que todos esses fatores são multiplicados por quantas vezes você achar melhor. E lá vem o TCC, que tira seu tempo, seu sono, sua paciência, seus fins de semana, seus feriados, suas refeições bem feitas, seu namorado, suas noites bem-dormidas, sua diversão.