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	<title>Psicóloga &#124; Online! &#187; estética</title>
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		<title>Culto ao corpo</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 15:57:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiana Neves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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		<category><![CDATA[culto ao corpo]]></category>
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		<category><![CDATA[padrão de beleza]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para ampliar! Até onde somos capazes?! Em nossa sociedade capitalista e de consumo, o corpo é fonte de energia e para atingir um corpo saudável, sacrifícios tem sido realizados para atingir o estereotipo de beleza e se enquadrar nas medidas, regras, peso e volume. A sociedade brasileira atravessa um momento em que as pessoas [...]]]></description>
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<dl id="attachment_529" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/culto-ao-corpo.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-529 " title="culto ao corpo" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/culto-ao-corpo-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Clique para ampliar!</dd>
</dl>
</h2>
<h2>Até onde somos capazes?!</h2>
<p>Em nossa sociedade capitalista e de consumo, o corpo é fonte de energia e para atingir um corpo saudável, sacrifícios tem sido realizados para atingir o estereotipo de beleza e se enquadrar nas medidas, regras, peso e volume.<br />
A sociedade brasileira atravessa um momento em que as pessoas estão investindo em meios para que a sua estética corporal seja cada vez mais aperfeiçoada, onde academias, cirurgias plásticas, uso de medicamentos fototerápicos, cremes, choques e agulhas formam uma grande arma para combater a insatisfação física, principalmente dos jovens. Nossa estética, nossa moda, nossos costumes, nossas emoções, praticamente tudo hoje está voltado para o corpo &#8211; sobretudo se ele é jovem e belo. A todo o momento somos bombardeados com mensagens liminares e subliminares que nos pedem que vendamos nossas idéias em troca de nossos corpos, como se nossa salvação dependesse da boa forma e da boa aparência.<br />
Cada vez mais a juventude constrói o seu corpo, seja nas academias, aumentando músculos, ou por meio de cirurgia plásticas, com implantes de silicone no peito, perna, seios, lábios etc. Contudo, atualmente cada um se torna empresário de sua aparência, está em jogo comprar o corpo desejado, modificá-lo a cada estação, pavoneá-lo sempre nas ruas, praias, nos shows, atrás do trio elétrico. Entretanto, duas questões vêm preocupando médicos, nutricionista e psicólogos: padrões de estética impostos e globalizados via mídia, que afetam e atingem a auto-estima e transtornos alimentares. As solicitações contemporâneas para que os indivíduos modifiquem sua aparência, administrem a sua interrupta metamorfose física e mental, envolve as pessoas no culto ao corpo, uma das grandes expressões da atualidade.<br />
Na busca de qualidade total de vida, atividades físicas, alimentação saudável, check-up periódicos são medidas indispensáveis para garantir a boa saúde, e de quebra, atender as exigências dos atuais padrões de beleza. São, portanto, bem vindas, não devendo esquecer, porém que constituem uma parte do que deve ser um apelo projeto de busca de saúde integral com moderações. As demandas espirituais (para quem acha importante), sociais, psicológicas, também devem ser contempladas. Isto significa corpo, mente e espírito equilibrados, condição essencial para a saúde total. No entanto o que percebo é a grande maioria querendo participar da sinfonia do corpo magnífico, quase atualizando as intolerantes teses estéticas dos nazistas.</p>
<h2 class="mceTemp">
<dl id="attachment_530" class="wp-caption alignright" style="width: 160px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/medida-certa.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-530 " title="medida certa" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/medida-certa-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Clique para ampliar!</dd>
</dl>
</h2>
<p>Anônimos, os feios simplesmente recusam seus corpos. É que vivemos a supremacia da aparência. A fotografia, o filme, a televisão e o espelho das academias dão ao homem moderno o conhecimento objetivo de sua própria imagem e a forma subjetiva que ele deve aos olhos de seus semelhantes. Numa sociedade de consumo, estética surge como motor do bom desenvolvimento da existência.<br />
A feiúra é vívida como um drama. Daí a multiplicação de fábricas de “beleza”, dos programas televisivos que constroem e re-constroem uma estética e como não dizer uma nova personalidade! Os pagamentos a perder de vista parecem garantir, graças a prótese, um novo corpo: formal, mecânico, teatral. Implantes de silicone, lipoaspiração, anabolizantes, dietas milagrosas, anorexia, bulimia e a mais a ditadura das academias; os adolescentes do ano 2000 sofrem na carne um novo tipo de escravidão: aquele dos parâmetros de beleza absoluta, que lhe são cobrados como condição fundamental para terem acesso a uma vida feliz e realizada. Para as meninas o drama é ainda maior. Se desapareceram o asfixiante espartilho, as pesadas anáguas do início do século, os sapatos da china atrofiando os pés, a moldagem segundo um padrão ideal desloca-se agora para o próprio corpo &#8211; a ser trabalhado, construído, esculpido até atingir o nível exibido pelas modelos da hora. Eis que o silicone predomina, alguns calçados deformam em nome da beleza ou pelo estereotipo criado por programas televisivos que atualmente vendem um pacote pronto, onde uma equipe multidisciplinar trabalha afinco para atingir o estereotipo de beleza e quem sabe criar novos conflitos de identidades, quando os interessados em adquirir um novo padrão de beleza se deparam com o espelho.</p>
<p>Referência: FEATHERSTONE,M.. O curso da vida: corpo, cultura e o imaginário no processo de envelhecimento.coleção de textos didáticos.Unicamp-IFCH. São paulo;1994.</p>
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