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	<title>Psicóloga &#124; Online! &#187; família</title>
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		<title>Um segundo estupro?!</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Mar 2009 23:03:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávia Rezende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[O assunto pode já estar passado, mas ainda precisa ser comentado. O estupro é uma prática de violência grave, considerado um dos crimes mais violentos (crime hediondo – que deve ser entendido como crimes mais graves, mais revoltantes, que causam maior aversão à coletividade). As características comportamentais das pessoas que praticam este ato de violência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_294" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/03/pedofilia.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-294" title="pedofilia" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/03/pedofilia-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>O assunto pode já estar passado, mas ainda precisa ser comentado. O estupro é uma prática de violência grave, considerado um dos crimes mais violentos (crime hediondo – que deve ser entendido como crimes mais graves, mais revoltantes, que causam maior aversão à coletividade).<br />
As características comportamentais das pessoas que praticam este ato de violência poderiam ser analisadas por vários psicólogos a partir de diversas teorias, mas ainda assim ficariam alguns aspectos obscuros que não conseguiríamos explicar.<br />
Não quero aqui analisar o perfil de um estuprador, de como sua psicose se manifesta, pois acho que mais importante do que isto, é analisar a condição de vida familiar e individual das pessoas envolvidas após os atos cometidos.<br />
Referente ao caso mais recente, da menina de 9 anos que foi violentada pelo padrasto em Alagoinha (PE) é impossível deixar de se perguntar, como está a vida da mãe da garota? E a garota? E, sua irmã que não tem sido foco da história, mas também deveria ser analisada? Quem tem cuidado destas vidas?<br />
A grande maioria das pessoas se preocupa em o que fazer com o acusado, quando o foco da história deveriam ser estas pessoas e suas relações familiares que foram destruídas e que não voltarão ao estado original. Se bem que, é quase provável que o estado original desta relação familiar já estivesse prejudicado.<br />
Foi vinculada uma nota na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u530468.shtml" target="_blank">Folha Online</a>, afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, de excomungar a mãe e os médicos que realizaram o aborto da menina. Isso significa que essas pessoas não podem mais receber a eucaristia ou outros sacramentos da Igreja Católica, entre eles o casamento; mas não há a proibição de participarem de celebrações da Igreja, como missas.<br />
O padrasto foi preso e confessou à polícia que abusava sexualmente dela e da irmã mais velha, de 14 anos, que possui problemas mentais, há cerca de três anos, quando passou a viver com elas.<br />
Segundo a mídia, Lula defendeu os médicos: &#8220;Não é possível permitir que uma menina estuprada pelo padrasto tenha esse filho. Até porque a menina que corria risco de morte. Nesse aspecto, a medicina está mais correta que a igreja&#8221;, disse o presidente.<br />
Lula também falou sobre o caso durante a cerimônia. Para ele, o caso reflete um &#8220;processo de degradação da estrutura da sociedade&#8221;. Afirmando também que &#8220;isso é um processo de degradação da estrutura da sociedade. Se pai e mãe não estiverem bem, pode estar certo de que os filhos não estarão bem. Por isso, pai e mãe têm sempre que dar o exemplo de comportamento.&#8221; E, concluindo: &#8220;Se pai e mãe, então, estão desajustados, a tendência natural é passar o desajuste para a família, e aí a gente entra nesse processo de deformação da sociedade brasileira&#8221;.<br />
Gilberto Dimenstein, que é colunista da Folha de S.Paulo, apontado pela revista Época em 2007 como umas das cem figuras mais influentes do país, por suas reportagens sobre temas sociais e suas experiências em projetos educacionais, publicou também em 06 de março suas considerações sobre o caso. Gostaria de registrar suas palavras, retiradas do site <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u530330.shtml" target="_blank">Folha Online</a>, na íntegra:<br />
<em>&#8220;Não sou religioso &#8211; e, ainda por cima, sou judeu. Talvez não seja o indivíduo mais recomendado para comentar a decisão da Igreja Católica de excomungar a mãe da menina de nove anos em Pernambuco e os médicos que fizeram o aborto &#8211;a menina, de 9 anos, estava grávida do padrasto. A excomunhão me parece um segundo estupro.<br />
Apesar de discordar, posso entender que a Igreja condene o aborto. Até, fazendo força, entendo que condenem um padre, parlamentar do PT, que defendeu o uso da camisinha. São posições arcaicas e, na minha visão, prejudiciais à saúde pública, mas se inserem em princípios.<br />
O que não consigo entender é por que estão humilhando e fazendo sofrer ainda mais a mãe da menina grávida, já condenada a um drama familiar &#8211;um sofrimento que se estende para a garota, que fica como filha de uma excomungada. Quem conhece a religiosidade do interior do Nordeste sabe o peso disso.<br />
Faltou aí não só bom senso, mas humanidade. Duvido que essa seja a opinião da maioria dos católicos.&#8221;</em></p>
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