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	<title>Psicóloga &#124; Online! &#187; história do sono</title>
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		<title>Psicologia do Sono</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 15:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiana Neves</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_535" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/sono-e-morte.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-535 " title="Hipnos e Tanatos (Waterhouse - 1874)" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/sono-e-morte-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Atualmente a comunidade científica discute cada vez mais a importância do sono e de sua qualidade, já que sua alteração pode trazer diversas repercussões clínicas e comportamentais. O sono, fonte de interesse científico, é para alguns pesquisadores uma incógnita. A palavra sono nos vem do latim somnus; em grego é <em>Hipnos</em>. De acordo com a mitologia, <em>Hipnos</em> é irmão gêmeo de <em>Tânatos</em> (que significa morte), nascido de <em>Nix</em> (noite) por partenogênese (desenvolvimento a partir de um óvulo não fecundado). Em grego, <em>Yrvos</em> (Hýpnos) vem da raiz indo-européia <em>swep</em> (dormir, aquietar-se) e a palavra <em>urvos</em> (Hýpnos) deu origem ao <em>swebban</em> (fazer adormecer, matar, no inglês antigo).<br />
Assim, o sono é algo que causa o interesse de estudiosos e historiadores desde a origem dos tempos. É vital.<br />
As horas que são entregues ao sono afetam de modo geral a saúde humana. Porém, mais relevante que a quantidade é a qualidade do sono. De acordo com Reimão (2000) o indivíduo pode chegar a passar cerca de um terço da sua existência em sono. Entretanto, o número de horas de sono para adultos pode variar muito, para mais ou para menos, e a diferença entre a sensação de sono adequado ou insuficiente é a qualidade, essência fundamental que irá definir a conseqüência no dia posterior, a ausência de sono no decorrer do dia e o fato de sentir-se refeito.<br />
A medicina ao envolver-se com a problemática do sono, concentrou-se na compreensão deste estado fisiológico complexo e de sua arquitetura, regulação, função e fisiologia, utilizando-se de um suporte de aparelhos eletrofisiológicos com capacidade para registrar a atividade elétrica cerebral nos seres humanos, visando uma perspectiva cientifica para as variáveis levantadas.<br />
Em 1929, com o desenvolvimento do eletroencefalograma (EEG) por Hans Berger, o sono era considerado como um fenômeno passivo. Acreditou-se também que o sono se desse por deficiência, pois o cérebro não receberia mais os impulsos nervosos provenientes dos órgãos dos sentidos; o sono era considerado como uma simples diminuição do estado desperto. Em 1953, com a descoberta do sono paradoxal ou sono REM (rapid eyes movement – movimento rápido dos olhos), chegou-se ao ponto de que o sono é um fenômeno ativo. (SOUZA; GUIMARÃES, 1999).<br />
Além da identificação do sono com movimentos oculares rápidos (REM), em 1953, outro fato que despertou o entendimento do sono foi o redimensionamento do hipotálamo no controle do sono-vigília em 1998, antes atribuído apenas a estruturas localizadas no tronco cerebral e tálamo. (ALOE; AZEVEDO; HASAN, 2005).<br />
Com a descoberta do sono REM veio à confirmação de que o sono não é um estado tranqüilo, onde o corpo funciona em marcha lenta. Das pessoas que são acordadas durante o sono REM, 80% se lembram com nitidez de estar sonhando naquele momento. (USHER, 1991).<br />
A este estado fisiológico, comum a todos os vertebrados e a quase todos os animais, o sono, apesar de cercado por mistério e fascinação tem seu estudo científico iniciado recentemente em meados do século XX. Por ser um tema amplamente estudado, mas ao mesmo tempo ainda obscuro, o conceito de sono é algo que apresenta algumas divergências de autor para autor.<br />
Este estado fisiológico complexo, o sono, não deve ser considerado somente como um estado de desligamento da rotina diária, tampouco como perda de tempo, ou extensão do dia como para muitos, a real importância do sono deve ser descoberta pela sociedade em geral. Estudantes, trabalhadores, pais e mestres precisam reconhecer que durante o sono nosso organismo desempenha diversas funções essenciais para nosso equilíbrio físico e mental.<br />
Os distúrbios do sono acarretam em um grande número de acidentes de trânsito e ocupacionais. Os custos e as conseqüências relacionadas aos distúrbios do sono podem ser direta e indiretamente significante a toda sociedade. Desde acidentes domésticos, ocupacionais, de trânsito, entre outros, os distúrbios do sono podem produzir seqüelas maiores. Indivíduos com distúrbio do sono, não expõem apenas a sua saúde, mas compromete toda sociedade em um risco de acidente de transito ou de trabalho/industrial.<br />
De acordo com Martinez (1999) dominar o sono deveria ser uma meta de qualquer governo sábio. Continua-se, entretanto, ignorando a cadeia do sono e considerando-os inevitáveis. O sono é algo que foge do nosso controle, e ainda que se tente encurtar o tempo desta condenação, nos enganamos, já que apenas parcelamos a sentença em cochilos esporádicos. A insônia é uma vitória sobre a prepotência do sono, mas pagamos por ela com olheiras e a mente embotada do dia seguinte, pois o sono é vingativo.</p>
<div id="attachment_536" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/sono.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-536 " title="insônia" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/08/sono-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Segundo Madalena (1979), a maioria dos autores divide a patologia do sono em distúrbios para menos (hipossônia) e distúrbios para mais (hipersônia). A hipossônia, ou seja, a falta de sono pode estar relacionada com a faixa etária, de modo que o sujeito não se sente diretamente atingido, conseguindo ter estabilidade para a realização da sua rotina, entretanto, quando decorre de uma desordem funcional, doença orgânica ou tensão psíquica ela se torna patológica e conseqüentemente, o sujeito sente-se diretamente afetado física e psiquicamente. Já a hipersônia, que é identificada como o estado de sonolência excessiva, pode ser espontânea ou provocada, transitória ou permanente. A sonolência pode apresentar-se como fisiológica ou condicionada por inúmeros fatores.<br />
Com base em diferentes autores e épocas, percebo que a má qualidade do sono traz inúmeros transtornos que podem prejudicar o indivíduo em todas as áreas, desde a social, emocional até a laboral. Quer por opção ou devido à demanda e exigências da sociedade atual somos constantemente expostos à privação de sono e a seus conseqüentes efeitos adversos.</p>
<p>REFERÊNCIAS:<br />
REIMÃO, R. Temas de medicina do sono. São Paulo: Lemos Editorial, 2000.<br />
SOUZA, J. C.; GUIMARÃES, A. M. Insônia e qualidade de vida. Campo Grande – MS: Editora UCDB, 1999.<br />
ALOE, F.; AZEVEDO, A. P. de; HASAN, R. Mecanismos do ciclo sono-vigília. Revista Brasileira de Psiquiatria, maio 2005, vol.27 supl. 1, p.33-39. ISSN 1516-4446.<br />
MADALENA, J. C. O sono. Porto Alegre: Fundo Editorial Byk Procienx, 1979.</p>
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