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	<title>Psicóloga &#124; Online! &#187; pecados psicólogos e analistas</title>
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		<title>Lista enumera &#8220;10 pecados&#8221; de psicólogos e analistas</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 16:18:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiane Gama</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clínica]]></category>
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		<description><![CDATA[Fonte: Folha Online 14/04/2009 FLÁVIA MANTOVANI da Folha de S.Paulo A dona de casa Elisandra Bonfim, 28, fez terapia durante 12 anos. Teve duas psicólogas, chegou a ter sessões todos os dias da semana e gostava do processo. Mas diz que, com a última delas, que a atendeu por cinco anos, nunca teve coragem de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_422" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/freud-diva.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-422 " title="freud-diva" src="http://www.psicologaonline.com.br/wp-content/uploads/2009/04/freud-diva-150x150.jpg" alt="Clique para ampliar!" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar!</p></div>
<p>Fonte: <a title="Folha Online" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u550251.shtml" target="_blank">Folha Online<br />
</a>14/04/2009<br />
FLÁVIA MANTOVANI<br />
da Folha de S.Paulo</p>
<p>A dona de casa Elisandra Bonfim, 28, fez terapia durante 12 anos. Teve duas psicólogas, chegou a ter sessões todos os dias da semana e gostava do processo. Mas diz que, com a última delas, que a atendeu por cinco anos, nunca teve coragem de ir para o divã.</p>
<p>Tinha medo de que a terapeuta dormisse, pois ela bocejava com frequência. &#8220;Acho que ela estava cansada naquela época, mas eu ficava muito incomodada com isso, pois acontecia em quase toda sessão. Cheguei a falar com ela, mas nada mudou&#8221;, conta.</p>
<p>Outro problema era o fato de a profissional olhar demais para o relógio. &#8220;Sei que não pode passar da hora, mas eu ficava irritada com isso. Às vezes eu estava contando alguma coisa, tinha vários sentimentos envolvidos ali&#8221;, lembra.</p>
<p>Nem por isso a terapeuta era pontual, diz Elisandra. Uma vez, chegou quando faltavam só dez minutos para o fim da sessão -foi preciso remarcar o encontro e voltar outro dia. &#8220;Ficava ansiosa, na expectativa. Tudo o que tinha planejado falar sumia da minha mente.&#8221;</p>
<p>As atitudes descritas por Elisandra são algumas das citadas em uma lista que traz 12 maus hábitos que todo terapeuta deveria evitar. O autor também é psicólogo: o americano John Grohol, criador do portal Psych Central (<a href="http://psychcentral.com/" target="_blank">http://psychcentral.com/</a>), acessado mensalmente por 800 mil pessoas e eleito um dos 50 melhores de 2008 pela revista &#8220;Time&#8221;.</p>
<p>Segundo Grohol, a relação entre terapeuta e cliente é única: pode ser mais íntima do que o mais íntimo dos relacionamentos, mas, paradoxalmente, exige uma distância profissional. &#8220;Os terapeutas são tão humanos quanto seus pacientes e possuem as mesmas fobias. Eles têm maus hábitos, como todos nós temos, mas alguns deles podem realmente interferir no processo terapêutico&#8221;, escreveu.</p>
<p>A Folha selecionou dez comportamentos citados por Grohol e pediu a especialistas brasileiros que os comentassem. Muitos deles não são um problema quando ocorrem isoladamente, mas podem atrapalhar a terapia quando se tornam um hábito.</p>
<p>Se eles passam a incomodar o paciente, a recomendação é ser sincero. &#8220;O paciente tem o direito de expressar as necessidades dele&#8221;, diz a psicóloga Regina Wielenska, supervisora de terapia comportamental do curso de terapia comportamental e cognitiva do Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo).</p>
<p>Wielenska lembra, porém, que algumas pessoas vão para a terapia justamente por terem dificuldade de se expressar.</p>
<p>&#8220;É o pior dos mundos quando o terapeuta tem atitudes inadequadas e o cliente não consegue se proteger delas. O melhor é quando ele se sente em condições de comunicar quando não concorda com alguma coisa&#8221;, afirma.</p>
<p><strong>1<br />
Comer na frente do paciente</strong><br />
Esporadicamente, no caso de uma sessão extra pedida pelo paciente e marcada no horário de uma refeição, por exemplo, a atitude é aceitável, afirma o psicólogo Roberto Banaco, professor titular da PUC-SP.</p>
<p>&#8220;É melhor oferecer apoio ao cliente comendo do que negar esse apoio por falta de horário&#8221;, diz Banaco. Mas necessidades pessoais como essa deveriam acontecer em outro contexto. &#8220;Comer na sessão mostra desrespeito pelo paciente&#8221;, diz Wielenska.</p>
<p>O terapeuta da estudante Denise Thornberg, 22, transformou isso num hábito. Nas sessões, consumia Coca-Cola light e confeitos de chocolate. &#8220;Ele estava sempre com uma garrafinha de Coca na mão. Eu não gostava&#8221;, conta.</p>
<p>Para o médico e psicanalista Sérgio Cyrino, filiado à Federação Brasileira de Psicanálise, isso não deve ocorrer jamais. &#8220;O analista não deve comer, oferecer ou aceitar comida.&#8221;</p>
<p><strong>2<br />
Atender ao telefone</strong><br />
Emergências acontecem. O terapeuta pode ter de atender um paciente internado ou com risco de suicídio, por exemplo.</p>
<p>Nesse caso, o mais aconselhável é avisar antecipadamente ao paciente que isso pode acontecer e ser breve. &#8220;Se existir essa possibilidade, o terapeuta deveria dizer que, em caráter excepcional, pode ser necessário atender a uma ligação urgente. Mas isso deve ser raro, não pode se tornar um hábito&#8221;, afirma Wielenska.</p>
<p>Atender a ligações de outro tipo é desaconselhável. &#8220;Imagine quando se interrompe um comunicado [do paciente] de intenso conteúdo emocional bem no meio. A compreensão, ao ser fragmentada, perde todo o sentido. O paciente se sente deixado em segundo plano. Como é que se conserta isso depois?&#8221;, diz Cyrino.</p>
<p><strong>3<br />
Tomar notas em excesso</strong><br />
A figura do analista com um bloquinho na mão, que aparece em charges e filmes, é um falso símbolo da psicanálise, diz Cyrino. &#8220;Freud não anotava durante as sessões porque isso fragmenta a compreensão da situação da análise. Quem interrompe para tomar notas perde o fio da meada. O pensamento é muito mais rápido do que a palavra escrita. E o paciente se sente perseguido.&#8221;</p>
<p>Para Banaco, anotações, quando ocorrem, podem ser feitas rapidamente por meio de palavras-chave, como lembretes para serem &#8220;recheados&#8221; com conteúdos nos intervalos entre sessões.</p>
<p>Denise Thornberg conta que seu terapeuta escrevia tanto que a incomodava. &#8220;Ele não me olhava nos olhos.&#8221; Para Wielenska, o terapeuta deve pedir autorização para anotar e manter o contato com ele enquanto faz isso. &#8220;Quem trabalha frente a frente com alguém deve preservar o olhar e a atenção.&#8221;</p>
<p><strong>4<br />
Atrasar-se para a sessão</strong><br />
O terapeuta pode ter que ficar mais tempo com um paciente, o que acarretará atrasos nas sessões seguintes. Mas, de novo, isso não deve ser hábito. &#8220;Quando o profissional estender a sessão desse cliente, ele saberá que os atrasos devem-se ao acolhimento para quem precisa, em contraposição à regra fria de que a sessão dura &#8220;X&#8221; minutos&#8221;, diz Banaco. Ele acredita que, quando a demora é grande, o terapeuta deve dar satisfação a quem aguarda.</p>
<p>Para Cyrino, o atraso é muito comprometedor. &#8220;O analista deve sempre aguardar o paciente, para que ele tenha uma sensação de constância dentro da instabilidade afetiva que o traz ao tratamento. Como interpretar atrasos constantes de um paciente, que podem ter mil acepções, se o analista também se atrasa?&#8221;, questiona.</p>
<p><strong>5<br />
Ser pouco acessível</strong><br />
Segundo os especialistas, deve haver um meio-termo em relação a esse item. Por um lado, não é recomendável que o cliente desenvolva uma extrema dependência do terapeuta. &#8220;Um paciente carente pode querer estar ligado 24 horas ao analista, como se fosse um bebê em simbiose com a mãe&#8221;, compara Cyrino.</p>
<p>Por outro lado, estar inteiramente fora do alcance, especialmente em situações graves, não é aconselhável. &#8220;O terapeuta não pode ser impossível nem dar a impressão de disponibilidade total, como se fosse só do paciente -o que é um desejo frequente e compreensível&#8221;, diz o psicanalista.</p>
<p>De acordo com Wielenska, cada terapeuta tem suas preferências em relação a esse assunto. &#8220;Alguns liberam celular e e-mail, outros autorizam o cliente a deixar recado. Eles devem colocar esses limites assim que começam a atender uma pessoa&#8221;, afirma.</p>
<p><strong>6<br />
Olhar demais para o relógio</strong><br />
O terapeuta precisa controlar o tempo. Mas olhar demais para o relógio pode dar a impressão de que ele tem pressa para terminar a consulta.</p>
<p>Denise Thornberg trocou o terapeuta que tomava refrigerante por outra e está gostando. Mas diz que a atual olha demais para o relógio. &#8220;Enquanto eu falo, ela fica de olho para ver quando a sessão vai acabar. Isso desvia minha atenção. Penso: &#8216;Será que estou falando muita coisa sem sentido?&#8217;.&#8221;</p>
<p>Segundo Cyrino, com a experiência, o terapeuta ganha uma noção de tempo automática. &#8220;Mas ele não é máquina. Um recurso é ter um relógio num lugar discreto e consultá-lo sem caráter ostensivo.&#8221; Já se isso ocorrer com um paciente específico, o terapeuta deve se perguntar o que está acontecendo na relação com ele.</p>
<p><strong>7<br />
Bocejar demais</strong><br />
Bocejar não é o problema: como qualquer pessoa, o terapeuta pode estar cansado em um determinado dia. A questão é quando a atitude se torna um hábito, que costuma ser interpretado pelo paciente como falta de interesse.</p>
<p>Mas, se o terapeuta não encontrar explicação para o sono e ele ocorrer sempre com um paciente específico, esse fato pode se tornar uma informação importante na terapia. &#8220;O cliente pode ter um padrão de comportamento que gera tédio também fora do consultório&#8221;, diz Regina Wielenska. &#8220;Mas essa atitude [bocejar] deve ser contida, pois a terapia requer foco e concentração.&#8221;</p>
<p>Já dormir é tido como inadmissível. &#8220;Se o terapeuta percebe que não suporta o sono, deve suspender a sessão&#8221;, diz Roberto Banaco.</p>
<p><strong>8<br />
Contato físico excessivo<br />
</strong>No Brasil, costuma ser aceito um maior contato físico ao cumprimentar alguém. &#8220;Na nossa cultura, é normal dar um beijinho ou um ligeiro abraço. O terapeuta pode fazer isso com leveza e rapidez, sem tom erótico&#8221;, diz Wielenska.</p>
<p>Mas deve haver limites. &#8220;Por ser uma relação facilmente confundida com uma relação afetiva, um contato físico exacerbado pode atingir fragilidades dos clientes. Trata-se de um abuso da relação desigual que se instala no contrato terapêutico: o cliente tem problemas e o terapeuta tem soluções&#8221;, afirma Banaco.</p>
<p>Segundo Cyrino, muitas terapias psicológicas usam o contato físico no tratamento, mas não a psicanálise. &#8220;Para essa corrente, o excessivo contato físico favorece a dependência emocional do paciente, dificultando seu crescimento.&#8221; Vale lembrar que o contato sexual entre terapeuta e cliente não é adequado em nenhum caso.</p>
<p><strong>9<br />
Falar demais sobre si mesmo</strong><br />
A sessão é do cliente, e não do terapeuta. &#8220;No entanto, temos bagagem, história de vida e, em situações específicas, ela pode ser usada em benefício da terapia&#8221;, diz Wielenska.<br />
Mas, se o terapeuta sente falta de amigos, não deve buscá-los nos clientes. &#8220;O analista pode estar carente, pois é de carne e osso. Nesse caso, deve redobrar a atenção para não misturar sua vida à do paciente. Muitos gostariam de ser amigos do analista, mas isso desvirtua o foco da terapia&#8221;, diz Cyrino.</p>
<p>A chave é ver se há propósito terapêutico. &#8220;Qualquer fala sobre si mesmo que não tenha um propósito terapêutico é uma fala em demasia&#8221;, diz Banaco.</p>
<p>Segundo ele, se o paciente tem o terapeuta como modelo e segue seus conselhos cegamente ou o imita, expor a vida pessoal é ainda mais danoso.</p>
<p><strong>10<br />
Vestir-se inadequadamente</strong><br />
Como qualquer pessoa, o terapeuta tem seu estilo e não precisa abrir mão dele no ambiente profissional. &#8220;Atendemos surfistas, publicitários, executivos. Não podemos ser camaleões para nos ajustarmos ao estilo de cada cliente. O terapeuta só não pode estar vestido de maneira profundamente chamativa, vulgar, suja ou descuidada. O resto é uma questão pessoal&#8221;, diz Wielenska.</p>
<p>De fato, há limites. &#8220;Deixar à vista longas extensões de pele não é desejável: bermudas, camisas abertas, decotes pronunciados ou saias tão curtas que mostrem a roupa de baixo são absolutamente inapropriados&#8221;, lista Banaco.</p>
<p>Para Cyrino, o foco não deve ser o terapeuta, inclusive no quesito vestimenta. &#8220;Não é necessário vir de batina, mas o oposto faz com que o foco de atenção se desvie do paciente para o analista. E é o paciente que veio mostrar seus conteúdos&#8221;, diz Cyrino.</p>
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