

[caption id="attachment_329" align="alignleft" width="150" caption="Clique para ampliar!"][/caption] Passamos anos na faculdade de psicologia, adquirindo diversos conhecimentos, conteúdos e diferentes teorias e técnicas de atuação, mas é no campo de trabalho que nos deparamos com a dificuldade de escolha e nos ...

[caption id="attachment_248" align="alignleft" width="150" caption="Clique para ampliar!"][/caption] O psicanalista Contardo Calligaris discute em seu livro “Cartas a um jovem terapeuta” os traços de caráter que procuraria em quem quisesse se tornar psicoterapeuta. Esse trecho é uma maneira de aguçar a vontade de ler esse livro e descobrir alguns desafios da nossa profissão. 4) O quarto e ultimo traço que gostaria de encontrar no futuro psicoterapeuta é uma boa dose de sofrimento psíquico. Desaconselho a profissão a quem está “muito bem, obrigado”, por duas razões. Primeiro, uma parte essencial da formação de um terapeuta que trabalhará com as motivações conscientes ou inconscientes de seus pacientes consiste no seguinte: o futuro terapeuta deve ele mesmo, ser paciente durante um bom tempo. Certo, é possível, aparentemente, submeter-se a uma terapia ou a uma psicanálise só por razões didáticas, para aprender o método ou, como dizem alguns, para se conhecer melhor. Mas insisto no “aparentemente”, pois de fato, é improvável que uma psicanálise aconteça sem que um sofrimento reconhecido motive o paciente. O processo não é necessariamente desagradável, mas pede uma determinação e uma coragem que podem falhar mais facilmente em quem não precisa de tratamento. Por que diabo me aventurei a explorar porões de minha cabeça, lugares malcheirosos e arriscados, se não for empurrado pela vontade de resolver um conflito, acalmar um sintoma e conseguir viver melhor? Uma terapia puramente didática é geralmente uma simulação de terapia.

[caption id="attachment_231" align="alignleft" width="150" caption="Clique para ampliar!"][/caption] Já vesti branco, calcinha nova, pulei ondas, não dei as costas ao mar, acendi velas, presenteei Yemanjá... Até soube de recursos mais ousados, como mostrar as nádegas à Lua na hora “h”, mas preferi parar num bom prato de lentilhas... Este comportamento, embora seja comumente encontrado entre os adolescentes - em que o pensamento mágico fica em evidência – é também compartilhado por muitos maduros que apostam em pequenos rituais para garantir a chegada de um feliz ano novo. Superstições, pensamentos positivos, cada um ao seu modo carrega uma receita e na maioria dos casos a fórmula é pronta, ou seja, fruto de tradições. Ainda que sejamos considerados, desde o renascimento, uma civilização moderna, que por definição é o que se opõe a tradicional (e não sinônimo de contemporâneo), nós ainda executamos tradições, muitas já deturpadas, mesmo sem saber quando, onde e porque surgiram. O que vale nessa hora é: “Dá sorte? Então vamos que mal não vai fazer...”. Teorias muito antigas, em moda atualmente, que nos lembram a importância do poder dos nossos pensamentos, são talvez boas explicações para que estas ações – ainda que sem sentido racional – sejam válidas. Pouco importa, portanto o cenário, o figurino ou a alimentação da virada; daremos lugar à importância dos pensamentos e sentimentos gerados na fatídica noite.

[caption id="attachment_157" align="alignleft" width="150" caption="Clique para ampliar!"][/caption] Ou A Peleja de Freud com o Dono do Céu Quando nhô Siguimunde esticou as canelas Foi logo levado às portas do céu E inda na subida tentou, tagarela, Psicanalisar o Arcanjo Gabriel O jagunço alado danou a falar E quase que acaba saindo do armário Mas logo interrompeu o bla-bla-blá Quando nhô Siguimunde cobrou o honorário E quando chegaram a seu paradeiro São Pedro não tava, nem apareceu Gabriel perguntou: "E o santo porteiro?" E nhô Siguimunde: "É que eu sou judeu..." Dizendo assim, já foi se aprumando